Balneário Camboriú

Mãe busca ambulância aérea para menino com câncer voltar ao Brasil

O pequeno Luis Felipe Benke dos Santos, de Balneário Camboriú, estava realizando um sonho ao viajar para Portugal quando recebeu uma notícia devastadora: ele tinha metástases de câncer na cabeça, face, faringe e perna. Com apenas 8 anos, Luis já havia lutado contra a doença duas vezes e sua viagem era uma oportunidade para conhecer o país e visitar a irmã que vive por lá. Infelizmente, o que deveria ser uma experiência inesquecível se transformou em um pesadelo.

Luis foi diagnosticado com câncer pela primeira vez aos 6 anos. Ele passou por uma cirurgia para retirar um lado inteiro do quadril e encarou 16 sessões de quimioterapia. Só dois meses após o tratamento, a doença voltou, dessa vez atingindo a coluna. A luta continuou com mais 12 sessões de quimioterapia e radioterapia.

Durante uma internação em um hospital de Blumenau, Luis compartilhou com uma professora o desejo de conhecer Portugal. Isso inspirou sua mãe, Giselle Anita Benke, a iniciar uma campanha de arrecadação para tornar essa viagem realidade. “A gente juntou centavo por centavo, pedindo ajuda de amigos e familiares. Foi uma luta, mas conseguimos”, conta ela.

Câncer se espalha e a urgência aumenta

Com autorização médica, a viagem aconteceu em maio. No entanto, ao chegar em Lagos, Luis começou a sentir febre e dores na perna. Um hospital do local confirmou novas metástases. O médico que o acompanhava no Brasil liberou a estadia por 10 a 15 dias, na esperança de que o menino pudesse aproveitar a viagem ao máximo antes de voltar ao tratamento.

Infelizmente, o estado de Luis piorou nos dias seguintes. Ele desenvolveu fortes dores de cabeça, dificuldades de visão e problemas para engolir. Novos exames revelaram metástases na cabeça, face e faringe. “Agora, os médicos aqui informaram que não há mais tratamento possível. A doença está muito avançada”, desabafa Giselle.

A família está correndo contra o tempo para conseguir retornar ao Brasil. Embora tenha autorização médica, as companhias aéreas não aceitam transportar Luis em sua condição atual. A única solução encontrada é um voo sanitário.

“Estamos tentando contato com as autoridades e o consulado, mas não estamos tendo retorno. Eu só quero trazer meu filho de volta vivo. Depois que ele falece, eles vão dar um jeito para levar o corpo. O que eu quero é que ele volte para casa”, desabafa a mãe.

Luis expressa o desejo de retornar ao Brasil e estar perto das pessoas que ama. A família aguarda que ele possa receber cuidados paliativos no hospital onde fez o tratamento, buscando um pouco mais de conforto em um momento tão difícil.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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