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Fraude em RH de empresa portuária resulta em cinco condenações em SC

A Justiça de Itapoá condenou cinco pessoas envolvidas em um esquema de fraudes em uma empresa portuária. O grupo manipulava o sistema de rescisões trabalhistas, direcionando pagamentos indevidos a pessoas que não tinham vínculo com a empresa, o que é bem sério.

As fraudes ocorreram entre 2012 e 2016, envolvendo cerca de 105 transações irregulares, resultando em um prejuízo estimado em R$ 1,87 milhão. Um funcionário do setor de recursos humanos liderava a operação, controlando o sistema para inserir esses pagamentos fraudulentos.

Além disso, o grupo não apenas recebia esses valores como também tentava esconder a origem do dinheiro. Eles faziam transferências, doações e até simulavam negócios envolvendo imóveis e veículos para dar uma aparência de legalidade à situação.

Durante o processo, foram analisadas várias provas, como documentos, perícias técnicas e depoimentos de testemunhas. As defesas argumentaram que não havia provas suficientes e até alegaram que alguns dos réus tinham participação menor. Uma das defesas até tentou alegar incapacidade mental, mas a Justiça não aceitou essa justificativa.

Na decisão, a juíza concluiu que as evidências mostravam um esquema bem estruturado e contínuo, com tarefas claramente divididas entre os envolvidos. Para ela, as operações não eram isoladas, o que contradiz a ideia de que alguns réus não sabiam do que estava acontecendo.

O caso também envolveu lavagem de dinheiro, com a Justiça identificando que simulações de negócios e transferências foram usadas para tentar disfarçar a origem ilícita dos valores.

As penas variaram de acordo com a participação de cada réu. Alguns receberam penas de dois anos e dois meses em regime aberto, por associação criminosa e estelionato. Outros foram condenados a cinco anos e dois meses em semiaberto, e duas mulheres pegaram três anos em regime aberto por lavagem de dinheiro.

Duas mulheres foram absolvidas da acusação de associação criminosa por falta de provas que ligassem elas ao grupo. Além disso, a sentença determinou que os réus devem ressarcir os danos materiais, com valores entre R$ 98,7 mil e R$ 399,1 mil, dependendo do montante que cada um havia recebido ilegalmente.

Todos os réus poderão recorrer em liberdade, e o processo está sob segredo de justiça. É um caso que mostra como fraudes podem ser mais complexas do que parecem, não é mesmo?

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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