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Vereador de Navegantes sob risco de perder mandato por denúncia

Denúncias contra o vereador de Navegantes, Júlio Bento, estão movimentando o cenário político local. A Comissão de Ética da Câmara aceitou duas representações feitas pela vereadora Adriana Macarini, que o acusa de quebra de decoro parlamentar e, possivelmente, de violência política contra a mulher.

Com isso, o caso entra em um processo que inclui a escolha de um relator, a defesa por parte do vereador, investigações e, por fim, a elaboração de um relatório que será votado no plenário. A data para essa votação ainda não foi definida, mas o processo está sendo tratado com atenção.

A primeira queixa foi apresentada durante uma sessão no dia 9 de julho, momento em que o presidente da Câmara encaminhou o documento para a Mesa Diretora, seguindo as normas internas.

Na reunião da Mesa Diretora, que aconteceu no dia 13 de julho, o caso foi formalmente aceito e foi determinado que a Comissão de Ética fizesse a apuração. Agora, aguardam-se as próximas etapas, que incluem a escolha de um relator e a intimação de Júlio para apresentar sua defesa. O quanto antes isso for resolvido, mais logo o caso poderá ser analisado pelo plenário.

Tudo se complica ainda mais porque, de acordo com as denúncias, as ações do vereador não foram isoladas. Adriana Macarini relata que em uma reunião da Comissão de Finanças em maio, Júlio teria interrompido os trabalhos, apontado o dedo para ela e dito que não a considerava sua chefe, o que gerou uma situação incômoda.

Após essa primeira ocorrência, em julho, Júlio teria abordado a vereadora no estacionamento de maneira exaltada, cobrando apoio institucional. O que chamou atenção foi que ele teria elevado a voz e, inclusive, a chamado de “mentirosa” na frente de outras pessoas. Esses episódios já levantaram a ideia de que os comportamentos de Júlio precisam ser analisados com cuidado.

Além disso, há informações sobre um momento em que, após a discussão, ele saiu de sua sala, buscando mais uma vez a vereadora. A situação fez com que Adriana se sentisse pressionada a registrar um boletim de ocorrência.

### Relembre as acusações

As representações da vereadora vão de encontro a um padrão de condutas inadequadas dentro da Câmara. A primeira queixa, por quebra de decoro, é de um momento em que Júlio não se conteve durante os trabalhos da comissão. A segunda destaca sua atitude agressiva no estacionamento, que, segundo Adriana, configura uma violência política.

Após esses acontecimentos, Júlio teria se mostrado interessado em acessar as gravações das câmeras de segurança, mas continuou a chamar a vereadora de “mentirosa” perante terceiros. O clima tenso entre eles culminou em um registro de ocorrência por parte de Adriana, que se sentiu ameaçada.

Júlio Bento, por sua vez, se defendeu, afirmando que não tem nada a temer e que as alegações são parte de uma “perseguição política” contra ele. Ele acredita que está cumprindo seu papel de fiscalização e que estas representações são mal-intencionadas e sem fundamento.

Essa história está longe de acabar e todos os olhos estão voltados para o que virá a seguir, especialmente por envolver questões de importância na política local e o comportamento dentro do Poder Legislativo.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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