Navegantes

Praia de Navegantes: atraso em megaobra de alargamento

A chegada da draga Galileo Galilei, que deveria iniciar a dragagem para o alargamento da Praia do Gravatá em Navegantes, Santa Catarina, sofreu um atraso. Ela estava programada para desembarcar no último domingo (12), mas agora a prefeitura informa que a nova previsão é para a próxima semana.

De acordo com as autoridades locais, o adiamento se deu por mudanças na programação da empresa responsável pela draga, mas não foram fornecidos muitos detalhes. Com isso, o início da dragagem, que seria feito 24 horas por dia, também fica comprometido.

Preparativos para o alargamento já começaram

Antes da chegada da draga, a equipe já iniciou a instalação de cerca de 1,5 quilômetro de tubulação no mar. Esses preparativos começaram no dia 6 e são fundamentais para a obra. A dragagem abrangerá uma extensão de 2,3 quilômetros, entre a região do Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá. Inicialmente, a expectativa era de que essa fase duraria até 15 dias, com término previsto até o fim de julho.

Essa obra, orçada em R$ 31,5 milhões e realizada pela multinacional Jan de Nul, tem como objetivo ampliar a faixa da praia. Uma vez finalizada, a expectativa é que a praia atinja cerca de 70 metros de largura.

Interdições durante a dragagem

Durante a execução da dragagem, a Praia do Gravatá ficará interditada ao público. Além disso, mesmo após a conclusão da colocação da areia, haverá mais 10 dias de interdição para garantir a segurança da área.

Esse bloqueio é necessário por conta do uso de maquinário pesado e da estabilização da areia, que pode não ser segura para caminhadas, banhos ou pesca. O secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira, enfatizou que essa medida é essencial e a liberação só ocorrerá após a finalização de todas as etapas da obra e a vistoria do Corpo de Bombeiros.

Conhecendo a draga Galileo Galilei

A draga que vai realizar o trabalho, a Galileo Galilei, é uma embarcação do tipo de sucção com autotransporte, construída na China em 2020 e registrada em Luxemburgo. Com 166 metros de comprimento, ela tem a capacidade de transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem.

Esse equipamento já trabalhou em outros projetos de alargamento de praias, como em Balneário Camboriú e Itapoá. O funcionamento ocorre por meio de tubos de sucção que ficam no fundo do mar, aspirando uma mistura de areia e água. Esse material é armazenado a bordo para depois ser bombeado na faixa de areia, permitindo o alargamento desejado.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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