Movimento de grande porte exige planejamento cuidadoso
Após uma reunião nessa segunda-feira (13), as principais entidades que representam os caminhoneiros e transportadores autônomos em Santa Catarina decidiram não participar da paralisação nacional que foi convocada recentemente em torno da Medida Provisória nº 1.343. Entre os grupos envolvidos estão o SINDITAC-NAVEGANTES/SC, a ANTC (Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas) e a AIMA (Associação Imbitubense dos Transportadores Autônomos), que expressaram sua posição conjunta após a discussão.
As entidades reconhecem a legitimidade da pauta nacional, que abrange temas importantes como o piso mínimo do frete e a proteção econômica de transportadores autônomos, além de questões sobre segurança jurídica nas contratações e regularidade das operações de transporte. Essas são questões cruciais que preocupam muitos profissionais da estrada.
Apesar de a pauta ser relevante, ficou decidido que o tempo para se organizar adequadamente para uma greve nacional era curto demais. As entidades afirmaram que uma mobilização desse tipo exige planejamento, articulação regional e uma deliberação cuidadosa junto às bases representadas. “Movimento de tamanha envergadura não se improvisa”, comentaram. Eles ressaltaram que uma paralisação desse tamanho demanda uma construção séria e uma unidade efetiva.
O posicionamento que foi adotado também deixa a porta aberta para uma nova discussão no futuro, caso a Medida Provisória não seja votada dentro do prazo estabelecido ou se houver mudanças significativas no cenário político que envolvem a proposta. Nesse caso, as entidades poderiam reavaliar a possibilidade de participação em uma greve nacional, desde que houvesse critérios de legalidade e um alinhamento claro entre os interesses da categoria.
A reunião também definiu que não haverá votação interna para adesão imediata à paralisação. Para que uma decisão como essa aconteça, é fundamental ter uma base concreta de mobilização e um amplo consenso sobre os interesses reais dos caminhoneiros.
Embora a greve não aconteça neste momento, os representantes do SINDITAC-NAVEGANTES/SC, ANTC e AIMA afirmaram que acompanharão de perto a tramitação da MP nº 1.343. Eles continuam a lutar pelos direitos e interesses dos transportadores autônomos.
O documento final da reunião deixa claro que o setor quer ser tratado com respeito e seriedade. Santa Catarina está de olho nos desdobramentos e promete se manter mobilizada. “Santa Catarina não se omitirá diante de eventual desrespeito institucional à categoria”, afirmaram de forma enfática.



