Itapema

Foragido é morto pela PM em SC após alterar aparência

O caso de Felipe Schmitz de Souza, conhecido como “Chacal”, ganhou destaque em Itapema, Santa Catarina, após um confronto com a polícia nesta quinta-feira (28). Felipe, de 34 anos, era foragido da Justiça do Paraná e estava sendo procurado por sua ligação com uma organização criminosa. Para dificultar sua identificação, ele teria feito cirurgias plásticas na face enquanto estava fugido.

A informação foi apurada pelo apresentador Adilson de Souza, que comentou sobre as mudanças no visual do suspeito ao longo dos anos em que ficou foragido. As imagens revelam as transformações que Felipe passou, possivelmente na tentativa de escapar das autoridades.

Confronto com a polícia em Itapema

Na noite de quinta-feira, a polícia militar de Santa Catarina localizou Felipe durante uma operação no bairro Meia Praia. Os agentes tinham um mandado de prisão e, após trocar informações com forças de segurança do Paraná, conseguiram encontrá-lo.

A abordagem ocorreu em um apartamento onde os policiais monitoravam. Durante a ação, um homem que ajudava Felipe confirmou sua presença no local. Ao entrar no apartamento, os policiais alegaram que Felipe estava armado e não atendeu aos comandos para soltar a arma. Assim, um confronto se iniciou.

Infelizmente, mesmo com os esforços do Corpo de Bombeiros e do Samu, Felipe não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Histórico criminal e situação em SC

Felipe não tinha registros criminais em Santa Catarina, mas era bastante procurado no Paraná. Ele respondia a acusações sérias, como tráfico de drogas, posse irregular de arma e associação para o tráfico. Já havia sido condenado a mais de nove anos de prisão.

Era considerado um dos envolvidos no tráfico na região e estava foragido há bastante tempo. As investigações também o ligavam a homicídios e roubos, além de ele já ter conseguido escapar de ações anteriores da polícia.

Operações e investigações no Paraná

A Polícia Civil do Paraná estava investigando Felipe na operação chamada “Os Inocentes”, que começou em maio deste ano. O caso teve origem após a apreensão de um celular em um presídio, que levou à descoberta de uma rede criminosa que facilitava a entrada de dispositivos eletrônicos dentro das penitenciárias, permitindo que os detentos continuassem a comandar atividades ilícitas de fora.

Durante a operação, foram expedidos nove mandados de prisão, e Felipe era o último alvo que ainda faltava ser capturado até seu confronto com a polícia em Santa Catarina. O delegado Thiago Andrade comentou que Felipe tinha um histórico criminal extenso e que a polícia suspeitava que ele ainda comandava ações relacionadas ao tráfico mesmo estando foragido.

As investigações continuam, agora sob responsabilidade da Polícia Civil e da Polícia Científica, que estão analisando as circunstâncias do confronto e coletando mais informações sobre a situação.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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