Itajaí e Região

Indústria do aço fornece matéria-prima para navios em SC

A Usiminas está desempenhando um papel fundamental na construção das novas fragatas da Marinha do Brasil. Essas embarcações estão sendo montadas em Itajaí, no estaleiro da thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), e fazem parte do Programa de Fragatas Classe Tamandaré.

Iniciada em 2020, a parceria com a Marinha é um marco importante para a defesa do país. A Usiminas é a única fornecedora nacional de aço plano para esse projeto e passou por uma série de rigorosos testes e certificações. O objetivo? Garantir que o material atenda todas as exigências técnicas necessárias para as fragatas.

Cada uma dessas fragatas consome cerca de 1.300 toneladas de aço, que incluem chapas grossas de Ipatinga (MG) e bobinas laminadas a quente de Cubatão (SP). Esse aço precisa ter características específicas, como elevada resistência e boa soldabilidade, essenciais para suportar as duras condições do mar.

O que faz essas fragatas tão especiais?

A primeira unidade do programa, a fragata Tamandaré (F200), já está integrada à frota da Marinha, marcando um divisor de águas na sua capacidade operacional e no processo de modernização. Essa fragata é inteiramente construída no Brasil e combina tecnologia de ponta com um alto índice de componentes nacionais, mostrando o quanto nosso país pode oferecer em termos de capacidade industrial.

As fragatas da Classe Tamandaré são projetadas para cenários de alta complexidade, trazendo melhorias significativas para a Esquadra. Com armamentos modernos, elas estão prontas para enfrentar qualquer desafio, seja na superfície ou submerso.

O que vem a seguir?

Atualmente, outras três fragatas estão em construção em Itajaí: a “Jerônimo de Albuquerque” (F201), a “Cunha Moreira” (F202) e a “Mariz e Barros” (F203). Além disso, a Marinha já está planejando pedir mais quatro embarcações, o que significa que a demanda por aço e insumos da indústria nacional deve continuar crescendo.

O almirante de esquadra Arthur Fernando Bettega Corrêa destacou que esse momento representa uma evolução significativa para a Marinha do Brasil. Ele acredita que as novas fragatas ampliarão as capacidades operacionais, incluindo aquelas desenvolvidas internamente.

A Fragata Tamandaré demonstra não só o domínio técnico do Brasil em tecnologias complexas, mas também a transformação desse conhecimento em eficácia real. Seu sistema de combate é capaz de integrar, em tempo real, dados de diferentes sensores e armamentos, algo que é indispensável em situações de combate.

O poder de fogo destas fragatas inclui mísseis antinavio, antiaéreos e torpedos para combate a submarinos. E, na artilharia, destacam-se um canhão principal de 76 milímetros, canhões de 30 milímetros e metralhadoras pesadas, tudo pensado para a defesa em curto alcance.

Um verdadeiro orgulho para muitos, não é mesmo?

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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