Itajaí e Região

Brasil reforça poder militar com novos navios de guerra em SC

A recente cerimônia de incorporação da Fragata “Tamandaré” no Rio de Janeiro, que aconteceu na última sexta-feira (24), trouxe novidades empolgantes para o nosso arsenal naval. Na ocasião, foi assinado um novo memorando de entendimento que confirma a construção de mais quatro embarcações dessa classe.

Esse acordo foi feito entre o Ministério da Defesa e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, dando um passo importante na modernização da nossa Marinha. O Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT) está focado na renovação da frota e no fortalecimento da nossa capacidade operacional no mar, ideal para garantir a segurança nacional.

Ampliando a Frota e a Produção Nacional

Uma das grandes vantagens desse projeto é a colaboração com empresas nacionais e internacionais. A Sociedade Águas Azuis envolve grandes nomes como a Thyssenkrupp Marine Systems, a Embraer Defesa e Segurança e a Atech, gerida pela Emgepron. Essa parceria não só gera empregos diretos e indiretos, mas também fomenta toda uma cadeia produtiva. O Comandante da Marinha, Almirante Marcos Sampaio Olsen, destacou a importância de capacitar empresas brasileiras em tecnologias avançadas.

Além de ampliar a frota, esse programa ajuda a fortalecer uma base industrial de defesa no Brasil. Estamos falando da construção dessas embarcações aqui mesmo, com uma enorme parte dos componentes sendo feitos no país. Isso evidencia a autonomia e a capacidade do setor nacional.

Produção nas Mãos de Itajaí

Atualmente, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, quatro fragatas estão sendo produzidas: Jerônimo de Albuquerque (F201), Cunha Moreira (F202), Mariz e Barros (F203) e a que já foi incorporada, a F200. A produção dessas navios, com entregas escalonadas até 2029, marca uma fase promissora para o Brasil.

Essas fragatas são projetadas para atuar em cenários complexos, sendo capazes de identificar e neutralizar diferentes tipos de ameaças, seja no ar, na superfície ou até mesmo submarinas. É um avanço que mostra o comprometimento com a segurança marítima nacional.

O gerenciamento de combate a bordo integra dados de sensores e armamentos em tempo real, permitindo uma resposta rápida e eficaz. As fragatas também se destacam pelo poder de fogo, com mísseis antinavio e antiaéreos, além de canhões que garantem uma defesa robusta. Essa capacidade aumenta não só a dissuasão, mas também a proteção da “Amazônia Azul”, essencial para a economia brasileira e a segurança de nossas rotas marítimas.

A movimentação em torno das fragatas da classe “Tamandaré” ilustra um momento importante para o Brasil, evidenciando a articulação do país na defesa do seu território e de seus interesses marítimos. Essa evolução, definitivamente, tem tudo a ver com a nossa identidade!

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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