Alunos de SC se destacam em competição de robótica mundial
A equipe Pipeline Surfers, formada por estudantes da Escola Sesi de Referência em Itajaí, fez história ao conquistar o primeiro lugar na etapa nacional da First Lego League Challenge (FLL), que rolou neste fim de semana em São Paulo. Com essa vitória, eles garantiram um lugar no mundial de robótica que acontece em Houston, nos Estados Unidos. E não para por aí: a professora e técnica do grupo, Siliana Dalla Costa, também levou um prêmio individual, ficando em terceiro lugar na categoria de mentora técnica. Um verdadeiro destaque para a educação!
Siliana comentou sobre a importância dessa conquista. Para ela, ganhar o prêmio Champions é o sonho de qualquer equipe de robótica no Brasil. Ao descobrir que eram os primeiros colocados, a emoção tomou conta: “Ficamos sem palavras! O desempenho do robô na mesa conta apenas 25% da nota, enquanto as avaliações feitas nas salas valem 75%. Foi emocionante ver o reconhecimento do trabalho dos alunos”, contou.
Os alunos enfrentaram desafios diversos durante a competição. A professora relembrou como foi difícil manter a concentração em um ambiente repleto de tecnologia e novidades. Principalmente na mesa de desafios, onde cada missão exige precisão e estratégia. É um verdadeiro torneio de mentes!
O trabalho duro começou bem antes do campeonato nacional. A equipe já estava se preparando desde a fase regional, que ocorreu em novembro de 2025. Nos últimos 15 dias antes do torneio, os estudantes se dedicaram ao máximo: programavam, testavam o robô e aprimoravam o projeto. A disciplina e o comprometimento deles realmente fizeram a diferença.
O tema desta temporada foi a arqueologia. Os alunos, com a orientação do arqueólogo Darlan Cordeiro, do Museu Etno-Arqueológico de Itajaí, desenvolveram um equipamento que facilita o trabalho em escavações. O resultado foi uma peneira automática, projetada para reduzir o esforço físico durante uma etapa comum nas escavações. Olha só que ideia criativa e útil, não é?
Agora, o foco é o mundial em Houston. A equipe já está se mobilizando, organizando os treinos e providenciando passaportes. Siliana compartilhou a animação dos alunos: “Queremos dar o nosso melhor, mas já estamos felizes com a chance de ir”.
Em Santa Catarina, o orgulho é enorme. Ao todo, 148 estudantes das Escolas Sesi do estado participaram da etapa nacional, divididos em 14 equipes. Os catarinenses superaram outras 31 equipes na fase regional e mais 100 na fase nacional. Além da Pipeline Surfers, outras quatro equipes também conseguiram vagas em competições internacionais de robótica e vão representar o Brasil em torneios nos Estados Unidos e em Singapura.
Essas competições são uma ótima forma de estimular o interesse dos estudantes por ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. E ainda ajudam a desenvolver habilidades como programação, resolução de problemas, criatividade e trabalho em equipe. É uma baita experiência para esses jovens talentos!



