Trabalhador do Porto de Itajaí morre após 20 anos de carreira
Um estivador do Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, faleceu nesta quinta-feira (11), após mais de 20 anos de contribuição na atividade portuária. José Francisco Vieira Neto, com 43 anos, era muito respeitado entre os colegas, tanto pelo seu comprometimento quanto pela luta em prol da segurança dos trabalhadores.
Neto, como era conhecido, nasceu no dia 3 de julho de 1982. Ele começou sua jornada no registro do Órgão de Gestão de Mão de Obra (OGMO) e do Sindicato dos Estivadores de Itajaí em outubro de 2002. Em 2009, entrou oficialmente para o grupo de estivadores, seguindo a tradição familiar, já que seu pai e avô também eram estivadores.
Durante sua carreira, ele se destacou não apenas pelo trabalho árduo, mas também pelo respeito e cuidado com os colegas. Neto fez parte da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), onde foi eleito com uma expressiva votação, indicando a confiança que seus companheiros tinham nele.
### A perda de um profissional exemplar
A causa da morte foi uma infecção generalizada que evoluiu para falência múltipla dos órgãos. O Porto de Itajaí garantiu, por meio de nota, que a situação de saúde de Neto não tinha relação com as atividades do porto, e ele permaneceu ativo até pouco antes de ser internado.
O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, lamentou a perda e destacou a importância do trabalho realizado por Neto. Segundo ele, a trajetória do estivador reflete a vitalidade dos trabalhadores no setor portuário, e a administração se solidarizou com familiares, amigos e colegas neste momento difícil.
### Tributo a um grande amigo
O presidente do Sindicato dos Estivadores, Sandro Vargas, ressaltou que a categoria não apenas perde um profissional exemplar, mas também um verdadeiro amigo e uma referência entre os estivadores. “A estiva de Itajaí chora a perda de alguém que deixou uma marca importante na nossa história”, afirmou.
Colegas de trabalho o lembram pelo companheirismo, lealdade e dedicação tanto ao ofício quanto à sua família. Rômulo, um amigo do grupo, descreveu Neto como o exemplo perfeito de pai, filho e profissional. É impossível não lembrar que, em Itajaí, pessoas como Neto são parte da essência que torna esta comunidade portuária tão especial.



