Itajaí e Região

Tenistas estrangeiros enfrentam acusações de racismo em SC

Os dois tenistas envolvidos em atos de racismo durante uma partida em Itajaí, Santa Catarina, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPSC) nesta quinta-feira, dia 5. A acusação inclui um atleta da Venezuela e outro da Colômbia.

A denúncia foi feita pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que se dedica ao combate ao racismo no estado. Agora, o caso está nas mãos do Poder Judiciário, e, se o tribunal aceitar a denúncia, os dois atletas se tornarão réus em um processo penal.

Tenistas estrangeiros são denunciados por racismo em torneio

Os incidentes ocorreram no dia 22 de janeiro, durante uma partida de duplas no torneio ATP Challenger 75 – o Itajaí Open. Esse evento foi realizado no Clube Itamirim e atraiu bastante público.

De acordo com o Ministério Público, o tenista venezuelano fez gestos ofensivos em direção aos espectadores, imitando um macaco ao coçar as axilas. Essa atitude foi gravada por várias pessoas e rapidamente se espalhou nas redes sociais. Classificada como incitação ao preconceito racial, essa ação viola o artigo 20 da Lei nº 7.716/89.

No mesmo dia, o atleta colombiano teria ofendido um funcionário do clube, chamando-o de “macaquito de merda”. Para a Promotoria, essa injúria racial fere a dignidade da vítima por conta de sua raça e cor, configurando o crime segundo o artigo 2º-A da mesma lei.

Pedidos de indenização

Além de buscar a responsabilização penal, o Ministério Público também pediu que os tenistas paguem indenizações pelos danos causados. Para o jogador acusado de injúria racial, o valor sugerido é de R$ 5 mil. Já para o tenista que incitou o preconceito, a Promotoria requer uma indenização de R$ 15 mil.

Se a Justiça acatar esses pedidos, as quantias deverão ser destinadas ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados. Esse fundo é voltado para financiar projetos sociais, especialmente aqueles que visam a promoção da igualdade étnico-racial.

Até agora, não foi possível estabelecer contato com a defesa dos atletas, mas o espaço continua aberto para possíveis declarações.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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