TCU revela crise: ‘sistema colapsado’
O impasse nas negociações para a repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte em Santa Catarina está deixando o setor produtivo em alerta. A Fiesc, a Federação das Indústrias do Estado, afirma que o fim dessas tratativas pode comprometer o desenvolvimento econômico do nosso estado.
Fica a preocupação no ar após o Tribunal de Contas da União decidir encerrar as negociações com a concessionária Arteris Litoral Sul, que cuida do trecho da BR-101. Esse caminho é crucial, não apenas para o transporte, mas para a economia catarinense como um todo.
Fiesc pede ação urgente na BR-101 em SC
A Fiesc destaca que é urgente encontrar uma solução para os pontos mais críticos da rodovia, especialmente nas áreas entre Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí, além do trecho que vai de Penha a Joinville.
A frustração é palpável. As pessoas esperam melhorias para a segurança e fluidez do tráfego nessa região. Com longas filas e uma taxa elevada de acidentes, a situação na BR-101 já está crítica. Gilberto Seleme, presidente da Fiesc, enfatiza que a falta de investimentos transforma essa rodovia, que deveria ser um corredor logístico, em um entrave para o crescimento de negócios e turismo. Além disso, isso afeta diretamente a vida dos moradores locais e dos visitantes.
O que está acontecendo com a repactuação da BR-101?
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Ministério dos Transportes informaram que não houve acordo para a repactuação do contrato da Autopista Litoral Sul. Uma comissão tinha sido criada para buscar uma solução, mas as partes não conseguiram chegar a um consenso.
No começo, a proposta incluía obras que iriam melhorar a eficiência da rodovia. A ideia era ouvir a comunidade e as sugestões de melhorias, mas parece que as expectativas não se concretizaram.
A resposta da Arteris Litoral Sul
A concessionária Arteris Litoral Sul saiu em defesa de suas intenções. Em nota, informou que tentou formalizar um acordo para a repactuação que permitisse a retomada dos investimentos e uma extensão do prazo de concessão. Infelizmente, as negociações foram encerradas sem um entendimento.
A empresa reafirmou que o contrato ainda está vigente, com validade até 2033, e que o encerramento da mediação não muda seu compromisso com a infraestrutura regional. Eles prometem continuar oferecendo um serviço de qualidade e ajudar no desenvolvimento das áreas que atendem.
Essa situação é apenas mais um reflexo das dificuldades que enfrentamos com a infraestrutura no estado.


