Itajaí e Região

Suspeitos de matar cachorro e amarrar animal serão internados

A Justiça de Santa Catarina decidiu que dois adolescentes, envolvidos em um caso triste de maus-tratos a animais, serão internados. Isso ocorreu após um cachorro ser encontrado morto e outro amarrado em um prédio abandonado em Itajaí, no Litoral Norte do estado.

Essa decisão surgiu após uma solicitação do Ministério Público e a ação do delegado responsável, que já havia pedido a internação em uma instituição socioeducativa. Um terceiro suspeito, um jovem de 19 anos, foi preso e levado para a Central de Plantão Policial.

O jovem de 19 anos é de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ele passou por uma audiência e teve a prisão preventiva decretada, sendo encaminhado ao Presídio de Itajaí. Os adolescentes têm 15 e 16 anos, e um deles, curioso é, seria o dono do cachorro que morreu. Um quarto envolvido ainda não foi encontrado.

Suspeitos de maus-tratos em SC

Os adolescentes apreendidos geraram preocupação e revolta na comunidade. O fato de um deles ser o dono do cachorro levanta ainda mais o debate sobre a responsabilidade em relação aos animais, uma questão que toca o coração de muitos aqui em Santa Catarina. Vale lembrar que tudo isso aconteceu em Itajaí, uma cidade que, como toda Santa Catarina, tem uma forte ligação com a vida animal.

Relembrando o caso

O incidente ocorreu na rua Theodoro Lino Regis, perto da esquina com a rua Domingos Braz Sedrez, no bairro Cordeiros. Quando os policiais chegaram, encontraram um cachorro de porte médio, sem raça definida, caído em frente ao prédio abandonado. O animal já estava sem vida e cercado por moradores que se mostraram apavorados com a cena.

A Guarda Municipal Ambiental foi chamada e trouxe uma médica-veterinária para avaliar a situação. O cão apresentava ferimentos, como escoriações no queixo e sinais de hemorragia interna. Moradores ouviram o barulho de algo caindo do prédio e, ao saírem para investigar, viram os rapazes fugindo quando alguém mencionou chamar a polícia.

Registros anteriores do cachorro

Dados do Google Maps mostram que o cachorro já era visto na região meses antes do ocorrido, o que só reforça a ideia de que ele fazia parte do cotidiano do bairro. As imagens de julho de 2025 mostram o animal tranquilo, circulando pela rua onde, infelizmente, foi encontrado sem vida.

Outro cachorro encontrado

Durante a investigação, uma testemunha entrou no prédio e encontrou outro cachorro, desta vez um branco, amarrado. Segundo relatos, esse animal havia sido visto antes com o grupo de jovens, em uma situação em que teriam tentado afogá-lo. A testemunha desamarrou o cachorro, que fugiu, mas não se sabe mais seu paradeiro.

Celulares apreendidos

Embora não houvesse testemunhas presentes no momento exato do ataque, a polícia considerou as informações sobre maus-tratos e a movimentação dos jovens como indícios. Os adolescentes negaram as agressões, mas confirmaram que estiveram perto do rio e no prédio, alegando que a visita foi apenas para tirar fotos.

Celulares de um dos adolescentes e da mãe de um deles foram apreendidos, pois havia informações de que eles teriam ido ao prédio para registrar imagens. Esses dados farão parte da investigação que está sendo conduzida pela Polícia Civil.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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