Balneário Camboriú

Sobrevivente relata morte de quatro amigos em acidente em SC

Já faz quase dois anos desde aquela tragédia em Balneário Camboriú, que deixou muitos brasileiros em choque. Em janeiro de 2024, quatro amigos perderam a vida de forma trágica, intoxicados dentro de um carro em um estacionamento na rodoviária da cidade. A única sobrevivente, Geovana Staellen, compartilhou sua história em um depoimento emocionante.

Os amigos, Gustavo, Carla, Thiago e Nicholas, estavam em busca de novas oportunidades e tinham saído de Paracatu, em Minas Gerais, com planos de se estabelecer em São José, na Grande Florianópolis. Durante a viagem de celebração do Réveillon em Balneário Camboriú, a Geovana, namorada de Gustavo, se juntou ao grupo. Ela estava animada, pois era sua primeira viagem sozinha e, de certa forma, estava realizando um sonho ao vivenciar essa aventura com os amigos.

No trajeto, porém, todos começaram a se sentir mal. Os sintomas foram se intensificando, como a sensação de embriaguez, tontura e um cansaço extremo. Quando chegaram à rodoviária, por volta da 1h30, Carla teve que sair do carro para vomitar. Foi uma situação bem complicada. O grupo decidiu dormir no carro, com o ar condicionado ligado, enquanto Geovana ficou do lado de fora.

Geovana contou que voltou para ver como os amigos estavam duas vezes antes de finalmente dormir fora do carro. Ao acordar, a realidade que encontrou foi devastadora. “Quando fui olhar, eles já estavam todos desacordados. Eu chamava e ninguém respondia, sacudia o Gustavo e ele não reagia”, relatou Geovana em seu depoimento com lágrimas nos olhos.

Menos de um ano antes desse fatídico evento, Thiago, que era o proprietário do carro, havia levado o veículo a uma oficina em Goiânia para fazer modificações e aumentar a potência do escapamento. Infelizmente, parece que houve falhas sérias na execução do serviço. O catalisador original foi substituído por uma peça improvisada, que acabou rompendo devido a uma solda mal feita. Para piorar, faltava uma presilha que poderia ter evitado problemas. Um serviço como este custou cerca de R$ 25 mil.

Os responsáveis pelo serviço, o mecânico Adailton Moreira da Silva e seu sócio, foram indiciados por homicídio culposo. O julgamento ainda não tem data definida, e a defesa alega que o pedido das alterações foi do próprio proprietário, tratando tudo como uma fatalidade. Uma situação que mexe com a emoção de toda a comunidade e traz à tona a importância da segurança no trânsito e do cuidado com o veículo.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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