São José pode ter maior valor de vale-alimentação em SC
A Câmara de Vereadores de São José, localizada na Grande Florianópolis, aprovou um aumento significativo no vale-alimentação, que pode chegar a R$ 2.750. Se essa proposta for sancionada pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD), será o maior benefício dessa natureza na história de Santa Catarina.
Para se ter ideia, isso representa cerca de R$ 130,95 por dia, considerando um mês com 21 dias úteis. É um valor bem acima do que se paga em cidades maiores como Florianópolis e Joinville. A diferença entre o menor vale-em outras cidades e o de São José pode chegar a 379%, com São José liderando o ranking, dependendo da aprovação do projeto.
O que esse levantamento mostrou é que não existe um padrão para os valores pagos no estado. Em alguns lugares, como Joinville, nem existe essa ajuda para os vereadores. Enquanto isso, câmaras em outras cidades podem oferecer mais de R$ 2.000 por mês.
Cidades e valores variados
No caso de São José, se o novo valor for aprovado, esse auxílio diário vai colocar a cidade no pódio, destacando-se em meio à variedade de valores que encontramos nas regiões catarinenses. Na outra ponta, temos Itajaí, que concede apenas R$ 573,76 mensais, ou seja, R$ 27,32 por dia. Isso representa uma diferença que chega a quase cinco vezes o valor pago em São José.
Na Grande Florianópolis, o vale-alimentação está concentrado nos maiores valores. Após São José, Palhoça aparece com R$ 2.177,18 mensais, seguida por Florianópolis, com R$ 1.575,84. Lages, na Serra Catarinense, também se destaca, sendo uma das que mais paga, superando até cidades mais populosas.
Custo de vida e vale-alimentação
Uma curiosidade é que a quantia recebida pelos vereadores não necessariamente reflete o custo de vida das cidades. Florianópolis, por exemplo, é uma das mais caras, mas tem um vale-alimentação bem abaixo do que se paga em São José e Palhoça. E mesmo Joinville, uma cidade que é um dos motores econômicos de Santa Catarina, não oferece essa ajuda aos seus vereadores, apesar de seu alto custo de vida.
Lages, por sua vez, destaca-se com um valor elevado, mesmo não estando na região metropolitana e sem os altos custos habituais do litoral. Isso mostra que não existe uma relação clara entre os valores pagos e fatores como a população ou a economia local.
Modelos de pagamento diferentes
Os levantamentos também evidenciam como as câmaras municipais tratam esse benefício de maneiras distintas. Em algumas cidades, como São José, Palhoça, Florianópolis e Blumenau, o auxílio é oferecido aos vereadores. Em outras, como Joinville e Tubarão, essa benesse não é estendida aos parlamentares. Nessas cidades, o vale pode ser concedido aos servidores, mas não aos vereadores.
Diego Machado, presidente da Câmara de Joinville, justifica que a cidade optou por uma política de remuneração exclusivamente baseada no subsídio dos vereadores, focando em transparência e responsabilidade no uso dos recursos públicos.
A justificativa de São José
Sobre o novo aumento em São José, o Legislativo afirma que o projeto foi baseado em um estudo técnico e que está alinhado à Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, aguarda-se a sanção do prefeito, que, até o fechamento desta matéria, não havia se manifestado sobre quando isso poderá ocorrer.
Diferenças de valores Diário
Aqui está um panorama do vale-alimentação em algumas cidades:
- São José: R$ 130,95
- Palhoça: R$ 103,68
- Florianópolis: R$ 75,04
- Lages: R$ 74,96
- Blumenau: R$ 50,00
- Camboriú: R$ 28,57
- Itajaí: R$ 27,32
Esses dados revelam uma diferença muito grande, mostrando como cada cidade decide o que pagar.
Quem está dentro e quem está fora
As cidades que oferecem vale-alimentação aos vereadores são:
- São José
- Palhoça
- Florianópolis
- Lages
- Blumenau
- Itajaí
- Camboriú
Por outro lado, as que não oferecem são:
- Joinville
- Chapecó
- Tubarão
- Jaraguá do Sul
- Balneário Camboriú
- Brusque
Essa disparidade entre os municípios catarinenses no que diz respeito ao vale-alimentação levanta questões sobre como as cidades administram seus recursos e as escolhas que fazem em relação aos seus representantes.



