Paciente retorna armado a UPA de Balneário Camboriú após atestado negado
O que deveria ser apenas um atendimento médico tranquilo na UPA da Barra, em Balneário Camboriú, virou um verdadeiro pesadelo entre quarta e quinta-feira. Um jovem de 19 anos, insatisfeito com um atestado que não foi liberado por um médico, voltou ao local armado, causando tensão entre os pacientes e funcionários.
Na quarta-feira, o jovem procurou a UPA em busca de atendimento e pediu um atestado. Porém, o médico prescreveu apenas uma medicação, o que deixou o paciente revoltado. Sem pensar duas vezes, ele saiu da unidade muito irritado.
Na manhã seguinte, a situação tomou outro rumo. O rapaz retornou à UPA, desta vez com uma arma na cintura, o que gerou pânico para quem estava aguardando atendimento. Foi um momento crítico, mas o vigilante do local conseguiu conversar com ele e o convenceu a deixar a unidade antes que a situação se agravasse.
A Polícia Militar foi chamada para lidar com o ocorrido. Ao chegarem, os policiais iniciaram buscas pelo jovem, mas não conseguiram localizá-lo imediatamente. A PM informou que haviam feito uma investigação rápida e buscado o suspeito em sua casa, mas sem sucesso na prisão.
### Preocupação com a Segurança dos Profissionais de Saúde
A secretária de Saúde de Balneário Camboriú, Aline Leal, veio a público explicar que o paciente já tinha um histórico de comportamentos semelhantes na UPA. Ela destacou que, mesmo sendo um caso isolado, o episódio mostra uma preocupação importante sobre a segurança dos profissionais de saúde.
“É um grande desafio para nós, gestores, garantir a segurança dos nossos profissionais”, disse Aline. Para lidar com esse tipo de situação, algumas medidas estão sendo implementadas nas unidades de saúde. Isso inclui aumentar o patrulhamento na área e introduzir um botão de pânico. Além disso, apoio psicológico será oferecido aos trabalhadores que estavam de plantão quando a situação ocorreu.
Aline enfatizou que os profissionais de saúde estão passando por uma pressão enorme e que é crucial cuidar também do bem-estar emocional deles. “Eles estão ali para cuidar da saúde das pessoas, e nós também precisamos cuidar deles para que possam fazer seu trabalho da melhor forma possível”, finalizou.



