Navio será entregue à Marinha em 2027
A construção da Fragata Tamandaré, a primeira do Programa Fragatas Classe Tamandaré, está em um momento crucial. O navio já começou a passar por testes no mar, que são essenciais antes de sua entrega oficial à Marinha do Brasil, marcada para o começo do próximo ano, conforme informações do estaleiro envolvido.
O estaleiro Thyssenkrupp Brasil acompanhou de perto o desempenho da embarcação durante esses testes. Essa etapa é fundamental para avaliar como os sistemas de combate, os sensores, a propulsão e as comunicações funcionam em condições reais de navegação. Além disso, os testes no mar são um verdadeiro divisor de águas, pois ajudam a garantir que tudo está integrado corretamente, além de verificar a segurança e a estabilidade do navio.
Fragata Tamandaré é a primeira de quatro navios
A F200 é a primeira de quatro fragatas que estão sendo construídas nesse projeto. Também estão incluídas as fragatas Jerônimo de Albuquerque (F201), Cunha Moreira (F202) e Mariz e Barros (F203). Esses novos navios representam uma grande evolução para a Marinha brasileira, pois foram projetados para operar em cenários de combate modernos, lidando com ameaças aéreas, submarinas e de superfície.
Essas embarcações são versáteis e estão preparadas para uma gama de missões, que vão desde defesa aérea até patrulhamento e escolta. A tecnologia embarcada é de última geração, com radares e sistemas de armas altamente desenvolvidos, prontos para garantir a segurança nas águas brasileiras.
Parceria industrial e transferência de tecnologia
O programa das fragatas está sendo desenvolvido em parceria com a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, que reúne grandes nomes como a Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer e Atech. A gestão do projeto fica por conta da Emgepron.
Um dos pontos altos do PFCT é a transferência de tecnologia e a implementação do conceito “paperless”, que significa que todo o desenvolvimento do navio está sendo feito de maneira digital, sem o uso de papel. O contrato ainda inclui a gestão de toda a vida útil dos navios, desde sua construção até o descarte.
Impacto econômico e estratégico
Esse programa faz parte do Novo PAC, focado em impulsionar a Indústria de Defesa, e deve gerar aproximadamente 23 mil empregos, tanto diretos como indiretos, ao longo de sua execução. Isso não só fortalece a indústria naval e de defesa, mas também traz benefícios diretos para a economia de Itajaí e da região, onde grande parte da construção das fragatas acontece.
Com os testes da F200 em andamento, o programa avança para modernizar a Esquadra, ampliando a capacidade operacional da Marinha na proteção da nossa vasta Amazônia Azul, uma área marítima que é de responsabilidade do Brasil.



