Itajaí e Região

Navio de guerra de SC será lançado ao mar em breve

A Marinha do Brasil está prestes a lançar uma nova fragata da classe Tamandaré em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O evento acontece no dia 26 de junho, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado.

Essa fragata, chamada Cunha Moreira (F-202), é a terceira de um total de oito navios que estão sendo construídos no estaleiro TMKS. A construção desses navios faz parte de um grande projeto de renovação da frota da Marinha, que representa um investimento bilionário do governo federal.

Atualmente, três fragatas estão sendo fabricadas no estaleiro: além da Cunha Moreira, estão em produção a Jerônimo de Albuquerque (F-201) e a Mariz e Barros (F-203). A Fragata Tamandaré (F-200) já foi incorporada à Marinha desde abril deste ano. O cronograma prevê que essas embarcações sejam entregues de forma escalonada até 2029.

Navio de guerra construído em SC

Esse projeto é desenvolvido em colaboração com a Sociedade Águas Azuis, que inclusive conta com empresas como a Thyssenkrupp Marine Systems, a Embraer Defesa e Segurança e a Atech. Este ano, o programa foi ampliado com a encomenda de mais quatro embarcações.

A fragata possui capacidades impressionantes, permitindo que execute missões simultâneas, seja no combate aéreo, contra submarinos ou na superfície. Segundo o capitão de corveta Tiago Lino Henriques, isso se deve a vários fatores.

Ele destaca que o navio é equipado com sensores que têm alta capacidade de detecção. Isso inclui um radar de busca volumétrica, que ajuda a identificar embarcações, aviões e até drones a longas distâncias. A fragata também conta com tecnologia para monitorar emissões eletromagnéticas, o que aumenta a previsibilidade em operações.

Fragata tem tecnologia alemã

Dentro dessa estrutura, um Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) integra todos os dados dos sensores e armamentos, facilitando a tomada de decisão durante as missões. Esse sistema, desenvolvido em parceria com a Atech e a Atlas Elektronik GmbH, permite identificar e classificar ameaças rapidamente, colaborando na escolha dos melhores sensores e armas para neutralizá-las.

Sistemas de armamento

Defesa aérea e reação rápida

Na proa da fragata, destaca-se o canhão Leonardo 76/62 mm Super Rapid, que pode disparar até 120 vezes por minuto, com um alcance de 16 quilômetros. Ele é versátil e pode ser usado contra aeronaves, mísseis e alvos na superfície.

Complementando essa defesa, está o sistema Sea Ceptor, que usa mísseis CAMM. Essa configuração permite que a fragata responda a ameaças aéreas rapidamente, sem precisar manobrar.

Em situações de perigo mais próximo, o Rheinmetall Sea Snake de 30 mm age como um sistema de defesa próximo, ideal para lidar com drones, embarcações rápidas e aeronaves de baixa altitude. O arsenal é ainda complementado por metralhadoras FN Herstal Sea Defender de 12,7 mm, que podem ser operadas à distância com rastreamento automático.

Capacidade antinavio e guerra submarina

A fragata também é equipada para combate antinavio, podendo lançar mísseis Exocet MM40 e MANSUP, dando uma flexibilidade tática importante. No combate a submarinos, o sistema SEA TLS-TT com lançadores triplos para torpedos é um dos destaques, além de um sonar que opera de forma ativa e passiva para detectar e acompanhar ameaças.

A proteção contra possíveis ataques é reforçada com o sistema Terma C-Guard, que lança iscas para confundir sensores de radiação e infravermelho.

Sensores e superioridade situacional

Os radares são outra parte crucial da operação. O Hensoldt TRS-4D Rotator consegue acompanhar até mil alvos ao mesmo tempo, enquanto o Thales STIR 1.2 é dedicado ao controle de armas.

As alças optrônicas Safran Paseo XLR garantem vigilância tanto de dia quanto à noite, sem emitir radiação. Assim, o sistema brasileiro MAGE MB Omnisys Defensor MK3 ajuda a identificar e caracterizar radares inimigos, o que é uma vantagem em cenários de conflito.

Alcance ampliado pelo ar

Além disso, a fragata opera o helicóptero SH-16 Seahawk, que possui sonar, radar e armamentos como torpedos. E ainda pode utilizar o VANT ScanEagle para missões de inteligência e vigilância, aumentando seu alcance e a eficácia nas respostas.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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