Itajaí e Região

Jogadoras de handebol em prédio que afundou em Itajaí

O prédio que afundou em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, deixou muita gente em pânico, incluindo jogadoras de um time de handebol. Cinquenta dessas atletas estavam prontas para representar o Brasil no campeonato mundial, mas precisaram sair às pressas do Edifício Irajá, onde moravam, quando o chão começou a ceder.

Na noite de quarta-feira (15), a situação ficou tensa. As meninas, que esperavam embarcar para a Macedônia do Norte na madrugada de sexta-feira (17), deixaram tudo para trás na correria, inclusive seus passaportes. Foi um susto e tanto: uma delas, que estava no banho, desceu correndo de toalha! A atleta Júlia contou à repórter Julina Senne, da NDTV RECORD, que todo mundo desceu sem saber o que fazer, mas com muito medo.

Jogadoras de handebol precisam recuperar passaportes

As jogadoras foram acolhidas por outra atleta que não morava no prédio. O treinador, Luiz Carlos, contou que a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros conseguiram pegar os passaportes antes que o prédio fosse considerado colapsado. Durante a evacuação, algumas pessoas se feriram levemente, com cortes e necessidade de atendimento médico.

“Conseguimos até pegar alguns tênis das meninas para jogar e vamos para o campeonato”, disse o treinador, mostrando que apesar do susto, o espírito esportivo ainda prevalece.

A Fundação Municipal de Esporte e Lazer de Itajaí anunciou que vai ajudar as jogadoras, oferecendo R$ 500 para que possam comprar roupas para a viagem. Um gesto que certamente fará diferença nesse momento delicado.

Incidente no Centro da cidade na noite de quarta-feira

O incidente ocorreu por volta das 21h, quando o primeiro andar do prédio afundou cerca de 30 centímetros. A evacuação foi imediata, e três moradores tiveram ferimentos leves devido à quebra de vidros. Para dar suporte, uma unidade móvel foi enviada para atender psicologicamente os moradores abalados.

O prédio, que tinha 16 apartamentos em quatro andares, já era alugado por seus ocupantes. Quatro moradores foram encaminhados para abrigos, enquanto outros se refugiaram na casa de parentes. O prédio foi considerado colapsado, e a situação exigiu a interdição do estacionamento dos fundos e de uma residência vizinha.

Um episódio que traz à tona a importância da segurança e da solidariedade em momentos de crise.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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