Itajaí e Região

Itajaí cai para 5ª posição no ranking de m² mais caro

Itajaí, a segunda cidade mais rica de Santa Catarina, viu sua posição no ranking dos metros quadrados mais caros do Brasil vacilar um pouquinho. De acordo com o Índice FipeZap de março, a cidade perdeu a 4ª colocação para Florianópolis, e a diferença é mínima — apenas R$ 5. Enquanto a capital conta com metros quadrados a R$ 13.106, Itajaí aparece com R$ 13.101.

Esse movimento acontece em um cenário onde o litoral catarinense ainda reina no topo da lista. Balneário Camboriú segue como a campeã, com R$ 15.146/m², e Itapema vem logo atrás, com R$ 15.073/m². Essas cifras ajudam a explicar o porquê de Itajaí e Florianópolis estarem nesse patamar elevado.

O que levou essa pequena mudança de posição entre Itajaí e Florianópolis parece estar mais ligado à situação econômica atual do que a uma perda real de valor de mercado. O corretor de imóveis de luxo, Bruno Cassola, comenta que a migração de dinheiro devido aos juros altos influencia diretamente essa dinâmica.

O Cenário Atual

Citar os juros altos é fundamental. Atualmente, o investidor de alto padrão tende a preferir aplicar sua grana em renda fixa, com a Selic perto dos 15% ao ano, em vez de investir em imóveis. Isso acaba desacelerando o mercado imobiliário. E os números mostram essa tendência. Enquanto Florianópolis registrou um crescimento de 0,73% em março, Itajaí praticamente ficou estável, com uma variação de 0,02%. Nos últimos meses, a capital acumulou um crescimento de 2,72%, enquanto Itajaí somou apenas 1,24%. Ao longo de um ano, os preços subiram 8,20% em Floripa e 5,11% em Itajaí.

Para Cassola, a situação é sentida de forma mais intensa em Itajaí, especialmente em áreas como a Praia Brava. Essa região é bastante associada a segundas residências e investimentos. Com a retração dos investidores devido aos juros altos, a cidade sente mais rapidamente essa desaceleração.

Praia Brava, Itajaí

O Apelo de Florianópolis

Florianópolis, por outro lado, tem características que garantem uma demanda mais constante. A condição de ilha, a limitação de espaço e as regras ambientais tornam a procura por moradia sempre aquecida. Além disso, o crescimento do setor de tecnologia na cidade tem atraído profissionais de alta renda que buscam qualidade de vida.

Cassola ressalta: “Florianópolis tem um apelo muito forte: qualidade de vida, natureza e geração de renda. É uma cidade onde dá para viver e trabalhar, especialmente próximo aos polos tecnológicos, o que mantém a demanda ativa”.

O Crescimento dos Imóveis Compactos

Um outro aspecto importante a ser destacado é o avanço das vendas de imóveis compactos. Essa tendência vem puxando tanto as vendas quanto locações, especialmente em Florianópolis. Nas plataformas de aluguel por temporada, como o Airbnb, esse segmento também tem visto um crescimento rápido.

Mesmo com a troca de posições no ranking, a diferença mínima nos preços indica um cenário de equilíbrio entre as cidades. “Os preços estão muito próximos. Em alguns momentos, Itajaí pode estar na frente, em outros Florianópolis. Essa disputa depende dos ciclos da economia”, diz Cassola.

A tendência deve ser de mudança gradual, principalmente com uma possível queda na taxa Selic nos próximos anos. Com juros mais baixos, o financiamento se torna mais acessível, e o investimento em imóveis deve voltar a ganhar força. Isso pode beneficiar mercados como o de Itajaí.

Top 5 do m² mais caro do Brasil:

  1. Balneário Camboriú – R$ 15.146/m²
  2. Itapema – R$ 15.073/m²
  3. Vitória – R$ 14.603/m²
  4. Florianópolis – R$ 13.106/m²
  5. Itajaí – R$ 13.101/m²

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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