Irmão de estudante de medicina fala sobre dor após assassinato
O luto da família de Júlia Vitória Sobierai Cardoso, uma estudante de medicina de apenas 23 anos, tem sido devastador. Natural de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, e com raízes em Navegantes, no Litoral Norte do estado, a jovem foi brutalmente assassinada em Ciudad del Este, no Paraguai. O crime é investigado como feminicídio e deixou os familiares em estado de choque e impotência.
Em uma conversa com a imprensa, Gustavo Sobierai, irmão de Júlia, compartilhou como a perda atingiu a todos. “É algo inacreditável para a nossa família. Ninguém espera passar por isso. Minha irmã era uma pessoa de princípios, cheia de gentilezas, que conquistou o coração de todos ao seu redor”, lamentou Gustavo.
A dor que eles sentem é difícil de colocar em palavras. Gustavo descreveu o sofrimento como “totalmente destrutivo”. “É como se mil agulhas atravessassem o corpo. Não tem como descrever a impotência de não poder ajudar”, disse ele, refletindo sobre a crueldade de ter perdido alguém tão especial.
Uma preocupação angustiante para a família é que o principal suspeito do crime, que ainda não foi encontrado, pode estar acessando as redes sociais de Júlia. “Ele está com o celular dela e vem vendo as mensagens e publicações, como se estivesse tirando sarro da situação”, afirmou Gustavo.
Desfecho trágico no apartamento
O corpo de Júlia foi encontrado em seu apartamento no bairro Obrero, em Ciudad del Este, por uma colega de moradia. A perícia revelou a brutalidade do crime: a jovem levou 67 golpes de faca, usando uma tesoura de cutícula e uma faca. Os objetos foram localizados pela polícia no local do crime, sinalizando a gravidade da agressão.
Suspeito foragido
O principal suspeito é Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, ex-namorado de Júlia e que está foragido. As autoridades acreditam que ele pode ter deixado o Paraguai. A investigação conta com a colaboração entre Brasil, Paraguai e Argentina. O casal havia terminado o relacionamento quatro meses antes da tragédia, embora Vitor ainda tentasse reatar.
Depoimentos de testemunhas indicam que houve discussões entre eles na noite do crime, e a polícia continua analisando essas informações. O sepultamento de Júlia ocorreu na manhã de segunda-feira, em Navegantes, marcado pela dor da perda e um pedido por justiça.



