Greve de caminhoneiros se intensifica em SC e pede paralisação
A greve dos caminhoneiros em Santa Catarina está começando a causar impacto na movimentação de cargas. Na quarta-feira (18), Sérgio Pereira, presidente da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), comentou que, neste momento, a orientação é para que os motoristas não façam novos carregamentos. A ideia é aderir ao movimento com esse gesto.
Em Itajaí, a situação é bem evidente. Na terça-feira (17), representantes da categoria se reuniram no bairro Salseiros para discutir os próximos passos. A decisão de parar foi tomada em assembleias em várias regiões do Brasil, após conversas com lideranças nacionais. Pereira destacou que a paralisação deve começar às 12 horas de quinta-feira e orientou os motoristas a deixarem os caminhões parados, não baixarem contêineres e, se possível, manterem os veículos em casa ou em estacionamentos.
## Greve dos caminhoneiros ocorre após alta no diesel
O dirigente explicou que a greve surge em um contexto complicado, especialmente por conta do recente aumento de 11,6% no preço do diesel pela Petrobras. Ele revelou que os caminhoneiros estão buscando dialogar com autoridades para evitar agravar a situação. Entre as reivindicações estão a redução do ICMS sobre o diesel e medidas de apoio aos caminhoneiros.
Pereira afirmou que há um pedido de audiência com o governador para discutir essa questão, mas alerta: se o governo federal não agir até meio-dia da quinta, a greve começará sem previsão de término. A ANTC defendeu que a paralisação foi uma decisão legítima e organizada, com discussões realizadas em todo o país, e não descarta a possibilidade de se intensificar o movimento caso as respostas das autoridades não sejam satisfatórias.
## Em busca de um frete justo
Essa mobilização se une ao Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres de Navegantes (Sinditac) e visa conseguir condições melhores de trabalho, um frete justo e a redução dos custos, principalmente o do diesel. Apesar de muitos motoristas estarem aderindo à greve, a ANTC enfatizou que essa não é a solução ideal, mas a única forma de chamar a atenção para o problema.
A elevação nos preços do diesel impactou diretamente o custo do frete, que deve aumentar entre 10% e 12%, segundo as estimativas. Muitos caminhoneiros, por conta disso, têm reduzido a carga de trabalho, optando por manter os caminhões parados ao invés de operar no prejuízo. A esperança é que as negociações avencem nos próximos dias para evitar que a paralisação se intensifique e que os efeitos no abastecimento e na economia sejam mais sérios.



