Descontrole no sistema prisional de SC: 5ª fuga em duas semanas
A situação do sistema prisional em Santa Catarina saiu do controle, e isso ficou claro nos últimos dias. Em apenas duas semanas, cinco fugas de presos foram registradas, uma delas ocorrendo no Complexo Penitenciário de São Cristóvão, no Meio Oeste. Das cinco fugas, quatro aconteceram nesse local e uma em Florianópolis.
Essa onda de fugas expõe um problema sério nas trancas e na gestão do sistema prisional, algo que já havia acendido um sinal de alerta quando a identificação dos foragidos foi confundida. No entanto, esse é só o começo de uma série de problemas. Recentemente, a coluna revelou que um celular estava circulando livremente dentro do Complexo Prisional de Itajaí, mais especificamente na unidade de Canhanduba.
Esse aparelho, conhecido por lá como “radinho”, funcionava quase como uma central de negócios do crime. Os detentos pagavam para usar o telefone em horários agendados. As mensagens trocadas com esse celular mostraram que os presos estavam em total controle, organizando até o tráfico de drogas tanto dentro quanto fora das prisões, além de planejar furtos de caminhonetes e arrombamentos em imóveis de veraneio no litoral catarinense.
As informações são preocupantes: as prisões se tornaram verdadeiros escritórios da logística criminosa, com segurança e energia custeadas pelo contribuinte.
Caso sob investigação do Gaeco
Esse cenário alarmante levou a investigação a ser assumida pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas. Recentemente, a equipe já conduziu duas operações dentro da unidade, buscando apurar as irregularidades.
Resposta da Secretaria de Justiça e Reintegração Social
A Sejuri, a Secretaria de Justiça e Reintegração Social, se manifestou sobre o assunto, explicando que a administração do complexo adota um modelo de cogestão com uma empresa terceirizada. Segundo eles, a direção tem promovido mudanças e reforçado as exigências contratuais, garantindo que as mesmas normas de segurança aplicadas pela Polícia Penal sejam seguidas.
A Sejuri também destacou que as unidades prisionais contam com protocolos rigorosos de segurança, incluindo operações preventivas e fiscalizações constantes. É bom lembrar que, em uma operação recente, uma advogada e servidores ligados à empresa terceirizada foram presos por facilitar a entrada de materiais ilícitos.
Nota da Sejuri
A Secretaria enfatiza que não compactua com qualquer desvio de conduta e está comprometida em fortalecer a segurança do sistema prisional. Também é destaque que Santa Catarina é pioneira no uso de tecnologia como scanners corporais, para garantir que itens proibidos não cheguem aos detentos.
Todo esse cenário revela uma luta constante para controlar e melhorar a situação nas prisões do estado, refletindo desafios que vão além das paredes das penitenciárias.



