Itajaí e Região

Defesa do caminhoneiro aponta ‘fatalidade’ em morte de família na BR-101

A tragédia que ocorreu na BR-101, em Itajaí, trouxe à tona uma discussão delicada sobre o acidente que resultou na morte de uma família e do caminhoneiro envolvido. No dia 18 de fevereiro, Neuci Maurílio Ribeiro Junior dirigia uma carreta que se chocou com um carro onde estavam quatro pessoas de uma mesma família. A defesa do motorista argumenta que foi tudo uma “fatalidade”.

O advogado de Neuci, Telêmaco Marrace, comentou que, após conversar com o cliente e analisar os documentos do inquérito, ficou claro que o caminhoneiro pode ter sido vítima de um fenômeno chamado “mimetismo asfáltico”. Esse efeito visual, segundo ele, pode fazer com que veículos mesclem com o asfalto, dificultando a visualização na pista.

Imagens do acidente, que circularam na internet, mostram a sequência trágica. Com o impacto, o carro da família, um Fiat Cronos, foi empurrado e colidiu com uma Kombi, que estava logo à frente. Na sequência, os veículos acabaram prensados contra um caminhão da Mercedes-Benz. A situação foi tão grave que houve uma explosão, e um outro veículo, um Fiat Fiorino, também se envolveu na colisão.

O advogado de Neuci explicou que o carro da família estava a uma distância razoável da Kombi, mas devido à coloração do Fiat, ele se camuflou com a estrada, reduzindo sua visibilidade para quem dirigia atrás. Para completar, a dinâmica da rodovia, que possui um trecho em aclive seguido de um declive, e a altura da cabine da carreta também podem ter desempenhado um papel importante na tragédia.

Infelizmente, três membros da família que estavam no Cronos não resistiram e faleceram no local. A única sobrevivente, uma criança de 10 anos, foi internada em estado grave, mas felizmente recebeu alta depois. O motorista da Kombi também ficou ferido, mas sobreviveu.

A Polícia Rodoviária Federal ainda está terminando o Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito, que vai detalhar o que realmente aconteceu. O que se sabe até agora é que o motorista da carreta não foi preso porque estava no local, prestou socorro e não estava sob efeito de álcool.

Mais trágico ainda, Neuci faleceu em um novo acidente na BR-116, em um evento separado. Ele ficou preso nas ferragens e, apesar dos esforços das equipes de resgate, não sobreviveu. O advogado destacou que Neuci era um profissional experiente nas estradas e que essa série de eventos tristes deixou uma marca profunda em sua vida e na de outros.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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