Companheiro solicita reexame na morte de veterinária em SC
A situação em torno da morte da veterinária Laura da Silva Ney, de 30 anos, em Navegantes, ganhou novos desdobramentos. O companheiro dela, que foi preso temporariamente durante as investigações, pediu a reabertura do caso, argumentando que as acusações contra ele carecem de provas concretas. Essa reavaliação surge após a defesa afirmar que a conclusão anterior sobre o suicídio de Laura, feita pela polícia, não foi devidamente suportada por evidências.
O advogado do suspeito, Fabiano Oldoni, destacou em nota que o relatório final do caso foi apressado. Para ele, essa pressa resultou em um indiciamento sem fundamentos sólidos. Oldoni ainda pediu que o cliente fosse ouvido novamente, já que a última declaração dele ocorreu no início das investigações, e solicitou a oitiva de novas testemunhas que possam contribuir com o caso.
“É uma injustiça o que ocorreu. O cliente ficou quase 30 dias preso injustamente e agora está sofrendo acusações que não têm respaldo”, afirmou Oldoni, defendendo o direito de seu cliente de se posicionar novamente frente à Justiça.
Além disso, apesar de a investigação concluir que a causa da morte foi um suicídio, o relatório também atribuiu ao companheiro de Laura responsabilidade por auxiliar no ato, além de acusações de violência psicológica e posse ilegal de arma de fogo.
O que aconteceu com Laura da Silva Ney
A veterinária foi encontrada sem vida em seu apartamento em 27 de setembro de 2025, o que levantou suspeitas de feminicídio e levou à prisão do seu companheiro. Ele ficou detido por um mês, até ser solto. A investigação demorou meses, durante os quais foram ouvidas dez testemunhas e analisados diversos documentos e laudos periciais.
A trajetória profissional de Laura
Laura nasceu em São José de Ubá, no Rio de Janeiro, e formou-se em medicina veterinária pela Universidade Iguaçu. Além de ser mestre em Patologia Clínica, ela se mudou para Navegantes em dezembro de 2024, onde exerceu a profissão de patologista clínica. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro lamentou sua morte, ressaltando a importância do trabalho que ela realizava.
A história de Laura é um lembrete triste da realidade enfrentada por muitos em situações de violência e de como a busca pela verdade pode ser complexa e dolorosa.



