Balneário Camboriú

Cena no apartamento sugere morte acidental

A morte do empresário Ricardo Fiuza Flores, o criador do Green Valley e uma figura emblemática da música eletrônica de Santa Catarina, gerou uma onda de indagações desde que ele foi encontrado sem vida em seu apartamento na madrugada de quinta-feira (27). Ao contrário das muitas especulações que pipocaram nas redes sociais, a avaliação inicial realizada no local descartou qualquer indício de violência, suicídio ou overdose.

A análise feita pelos profissionais que chegaram à cena mostrou um apartamento em ordem, sem sinais de agressão ou disputa. Não havia indicações de que a morte fosse provocada por ato externo. O corpo de Ricardo também não tinha marcas ou ferimentos, o que é comum em casos de uso recente de drogas. Os investigadores levantaram a hipótese de que a fatalidade ocorreu durante uma refeição, pois havia apenas um prato de comida à vista.

Segundo a avaliação inicial, a causa da morte pode ter sido broncoaspiração, que ocorre quando a pessoa sufoca com o próprio vômito, geralmente enquanto dorme. Este tipo de morte é acidental e pode ocorrer mesmo sem o uso excessivo de álcool ou drogas.

Pessoas próximas ao empresário confirmaram que Ricardo usava Mounjaro, um medicamento indicado para diabetes que também ajuda na perda de peso, conhecido por atrasar o esvaziamento gástrico e aumentar a saciedade. Apesar disso, especialistas explicam que, embora a medicação possa afetar o padrão digestivo, não é considerada a causa direta da morte. Em vez disso, pode ter sido um fator que contribuiu para o desconforto gastrointestinal.

A análise preliminar sugere que a morte se deu por uma obstrução nas vias aéreas devido à broncoaspiração, um fenômeno que pode afetar até mesmo pessoas saudáveis. Um incidente durante o atendimento fez com que os procedimentos fossem prolongados. Alguém presente levantou especulações precipitadas, levando a Polícia Militar a chamar o Instituto Geral de Perícias (IGP), mesmo sem a presença de sinais de crime. A avaliação inicial já indicava que se tratava de uma fatalidade, e a família, bastante afetada, foi informada sobre o que os especialistas encontraram.

O laudo oficial deve confirmar a causa da morte, provavelmente registrada como obstrução mecânica ou broncoaspiração, conforme a avaliação técnica inicial. Ricardo faleceu dias depois de usar suas redes sociais para insinuar um novo projeto. Em um congresso sobre empreendedorismo digital, ele questionou: “Será que vem algo novo por aí? Do local ao global? Balneário precisa de algo inédito que coloque a cidade de novo em destaque na mídia?”

Com uma trajetória de mais de 20 anos no entretenimento, Ricardo deixou sua marca em várias iniciativas, incluindo o Green Valley, Dream Valley e Clube Ibiza, entre outros.

Rodrigo Peronti

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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