Balneário Camboriú

Celular de suspeito de crime contra empresário pode revelar provas

A investigação sobre o sequestro e assassinato do empresário Alfredo Fraga dos Santos, de 53 anos, continua a progredir em Santa Catarina. Na última terça-feira, a Polícia Civil anunciou que os dois suspeitos presos pelo crime tiveram suas prisões preventivas confirmadas pela Justiça após a audiência.

Além de manter os suspeitos detidos, a Justiça também autorizou a quebra do sigilo dos dados dos celulares deles. Esses aparelhos agora serão analisados pela Polícia Científica, que vai investigar o conteúdo em busca de pistas que ajudem a esclarecer o caso. Os celulares podem revelar informações sobre os contatos dos suspeitos antes e depois do latrocínio, além de possíveis cúmplices.

Após a prisão, ambos os suspeitos admitiram a participação no assassinato de Alfredo. O crime ocorreu entre Balneário Camboriú e Gaspar. Um dos suspeitos, Werich Mateus Silva Trindade, era ex-funcionário da vítima e planejou a ação após ser demitido poucos dias antes. Conhecendo bem a rotina do empresário, ele chamou Erick Kaliel Venâncio de Sousa para ajudá-lo.

A investigação contou que Alfredo foi rendido na garagem do prédio onde morava, no bairro Barra, em Balneário Camboriú. Inicialmente, ele foi colocado em uma Volkswagen Saveiro, mas depois foi transferido para uma Chevrolet Spin, que os suspeitos estavam usando. Em um momento de muita tensão, o empresário foi ameaçado com uma arma branca, levado até Gaspar, amarrado e, infelizmente, assassinado com uma pedra. O corpo dele foi encontrado algumas horas depois, em uma área às margens da BR-470, no bairro Arraial do Ouro.

Após o crime, Werich tentou escapar de avião e foi preso no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), enquanto tentava embarcar para o Pará. Erick foi localizado e detido em Blumenau.

Confessando o crime após as prisões, os suspeitos foram acusados de realizar transferências bancárias usando as contas da vítima, roubando cerca de R$ 15 mil. A Polícia Civil apreendeu uma arma que supostamente foi usada durante o crime, além das roupas que estavam com Erick.

Ainda estão previstas novas oitivas de testemunhas e diligências para esclarecer todos os detalhes do caso. Os envolvidos podem responder por latrocínio, roubo seguido de morte e ocultação de cadáver.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo