Carlos Bolsonaro fala sobre dificuldade em dividir tempo com o pai
O Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio, fez uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e não segurou a insatisfação nas redes sociais. Ele criticou as regras que regem as visitas durante a prisão domiciliar do pai, especialmente a limitação do tempo que os filhos podem passar juntos. Essa limitação, conforme estabelecida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, diz que ele e seus irmãos precisam dividir as duas horas de visita, só podendo vê-lo às quartas-feiras e sábados.
Carlos descreveu a situação como “peculiar” e desabafou sobre o desafio de dividir o tempo com os irmãos. Na postagem que fez no X (antigo Twitter), ele expressou que é complicado ter apenas essas duas horas para conversar e estar com o pai.
Ele ainda fez questão de lembrar que, apesar de estar em casa, a situação é bem difícil. “Estava bastante tempo sem vê-lo e hoje tive a chance de conversar. Mesmo em prisão domiciliar, é diferente de estar em uma cadeia. E precisamos sempre recordar que ele ainda está preso”, afirmou.
Como funcionam as visitas a Jair Bolsonaro?
O ministro Alexandre de Moraes definiu que apenas os filhos que não moram com Jair podem visitá-lo nas datas especificadas. As visitas devem ocorrer em horários pré-definidos: das 8h às 10h, 11h às 13h ou 14h às 16h. Enquanto Carlos e Eduardo, que está morando nos Estados Unidos, estão entre os filhos não residentes, Flávio Bolsonaro, que faz parte da equipe jurídica do pai, tem acesso mais facilitado.
Na solicitação ao STF, a defesa de Jair pediu um acesso mais livre para os filhos, mas isso não foi bem aceito. Assim, as visitas continuam sendo limitadas. O ex-presidente pode receber advogados, mas também dentro de horários específicos e com agendamento prévio. Essa decisão foi tomada visando a saúde de Jair Bolsonaro, já que ele já tinha passado por problemas respiratórios.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
O ex-presidente agora cumpre uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Antes, ele estava preso na Papuda, em Brasília, e foi transferido para prisão domiciliar após uma internação em terapia intensiva.
Além de transformar a prisão em residência, a concessão de liberdade vem com uma série de regras. Se Jair não seguir as determinações, corre o risco de voltar ao regime fechado. Um lembrete de que, mesmo em casa, a situação ainda carrega uma pressão grande, não é mesmo?



