Cão Bode é morto após ser jogado de prédio em SC
Foram revelados detalhes de um caso triste que aconteceu em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, envolvendo dois cães: Bode e Raposa. Bode, um cachorro de porte médio e cor preta, foi encontrado sem vida após ser jogado de um prédio abandonado. Já Raposa, que também estava no local, foi encontrado amarrado e, felizmente, foi resgatado e está sob cuidados.
As informações sobre a identidade dos cães foram obtidas por um comunicador local, Osmar Teixeira. De acordo com a Polícia Civil, Raposa pertencia a um dos adolescentes envolvidos na ação e havia voltado para casa depois de ser maltratado.
Diante desse cenário, a Justiça pediu um mandado de busca e apreensão para garantir que Raposa pudesse passar por uma perícia veterinária e, assim, ser acolhido em um lugar seguro. O animal agora está sob os cuidados do Instituto Itajaí Sustentável Ambiental, uma instituição que protege os direitos dos animais na região.
Adolescentes e a prisão do terceiro envolvido
A Justiça decidiu internar dois adolescentes de apenas 15 anos, que foram apreendidos por envolvimento na morte de Bode e nos maus-tratos a Raposa. Essa decisão veio após o Ministério Público se manifestar sobre o caso. O delegado responsável já havia solicitado a internação em uma instituição socioeducativa.
Quanto a um jovem de 19 anos, natural do Rio Grande do Sul, ele foi levado à Central de Plantão Policial. Após uma audiência de custódia, sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele foi levado ao Presídio de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça.
O que aconteceu com Bode
O triste desfecho de Bode foi registrado no bairro Cordeiros no dia 12 de agosto. Policiais militares encontraram o animal caído na calçada em frente a um prédio amarelo abandonado. Ele já estava sem vida e cercado por moradores, que se mobilizaram após ouvirem o barulho do animal caindo.
A Guarda Municipal Ambiental foi chamada e, juntamente com uma médica veterinária, fez uma avaliação inicial. Bode apresentava escoriações no queixo e sinais de sangramento interno na boca, indicativos de hemorragia.
Moradores relataram que, após ouvir o barulho, avistaram os suspeitos fugindo. Relatos indicam que o grupo parecia tranquilo até que alguém mencionou chamar a polícia, o que fez com que eles deixassem o local. Antes disso, segundo a polícia, os jovens teriam tentado afogar os cães no rio Itajaí-Açu e até chutado os animais.
O resgate de Raposa
Durante as investigações, uma testemunha acessou o prédio abandonado e encontrou Raposa amarrado. Esse mesmo cachorro havia sido visto momentos antes com o grupo na beira do rio. A testemunha soltou Raposa, que conseguiu fugir, mas não foi mais encontrado na hora, e seu estado de saúde era incerto.
Após algumas verificações, a polícia confirmou que Raposa havia retornado à casa do adolescente que o possuía. Embora não houvesse testemunhas que presenciassem Bode sendo arremessado, a Polícia Militar considerou os relatos de maus-tratos anteriores, a presença dos jovens no prédio e os barulhos ouvidos pelos moradores como evidências do ocorrido.
Os suspeitos negaram as agressões, alegando que estavam apenas no local para tirar fotos. Entretanto, celulares de um dos adolescentes e da mãe de um deles foram apreendidos, pois houve informações de que o grupo filmou a situação. Esse material agora faz parte da investigação conduzida pela Polícia Civil.



