Caminhoneiro morto por seu caminhão em Navegantes herdou profissão
O caminhoneiro Gerson Peixer, de 42 anos, morreu tragicamente ao ser atropelado pelo próprio caminhão em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. A profissão era uma herança da família; seu pai e seu irmão mais velho também seguiram essa mesma trajetória nas estradas. Gerson dedicou cerca de 20 anos da sua vida a essa atividade e vivia a estrada como uma verdadeira paixão.
O acidente ocorreu em frente à sua casa na última segunda-feira (4). Ele estava fazendo manutenção no caminhão e pediu à sua filha que soltasse o freio de mão. Infelizmente, o veículo se moveu para frente e acabou causando a fatalidade. As equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram rapidamente, mas, apesar dos esforços para reanimá-lo, Gerson foi declarado morto no local.
### Um Irmão Emocionado
Edson, o irmão de Gerson, descreveu o acidente como uma verdadeira fatalidade. Ele ressaltou que o irmão sempre teve cuidado com o caminhão e fazia questões de mantê-lo em boas condições. “Ninguém esperava que algo assim aconteceria. Ele amava seu trabalho e sempre tratava seu caminhão com carinho”, comentou.
### Uma Paixão de Família
A paixão pela profissão era, sem dúvida, uma tradição familiar. Segundo Edson, Gerson passava muitas horas na estrada, saindo com seu caminhão todos os dias. Recentemente, ele havia até feito um motor exatamente como queria, refletindo o amor pelo que fazia. Era esse zelo que o definiu nos burburinhos da cidade e entre os amigos.
Gerson era conhecido não só pelo seu profissionalismo, mas também por seu jeito brincalhão e cativante. Sua morte impactou não só a família, mas também amigos e moradores da região que o admiravam.
### Legado e Saudade
A perda deixou um vazio grande. Gerson deixa dois filhos: uma menina de 12 anos e um jovem de 21. Ele era casado há quatro anos e a família expressa que sentirá muita falta do carinho e do amor que Gerson espalhava ao seu redor. Como Edson concluiu com emoção, ele “vai deixar muita saudade, porque era muito querido.”
Esses momentos trágicos nos lembram da fragilidade da vida e do valor das relações, em especial em uma região onde as histórias e as estradas se entrelaçam.



