BR-101: análise sobre oportunidades e estratégias políticas
A cada vez que um acidente grave acontece na BR-101, a conversa sobre melhorias na rodovia volta à tona, e parece que estamos sempre no mesmo lugar. Recentemente, a tragédia que vitimou uma família em Itajaí — após seu carro ser atingido por um caminhão imprudente — trouxe de volta o foco em questões que já deveriam ter sido discutidas com mais seriedade.
Politicos de Santa Catarina estão agora voltando seus olhares para a ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, e o Ministério dos Transportes. O objetivo é cobrar explicações sobre a situação da BR-101 e debater a otimização do contrato com a concessionária responsável pela rodovia.
As propostas incluem a ampliação das pistas e a implementação de vias marginais, algo que poderia ajudar a lidar melhor com o fluxo intenso de veículos que passa pela belíssima costa catarinense.
A BR-101 precisa de ações eficazes e não apenas discurso
Quem circula pela BR-101, especialmente entre a Grande Florianópolis e o Norte do estado, percebe rapidamente a péssima qualidade do asfalto, as ondulações e a sinalização que deixa muito a desejar. Um levantamento feito em dezembro de 2025 pela Fiesc, a Federação das Indústrias de Santa Catarina, revelou que a rodovia está prestes a colapsar até 2032.
Esse estudo reforça outros já divulgados e mostra que a BR-101 está operando muito acima de sua capacidade. Muita gente já sente na pele o impacto disso, e a realidade é que o colapso previsto para 2032 está quase na nossa porta, com 65% dessa situação já se materializando.
O cenário é alarmante. A área da Grande Florianópolis, inclusive, é considerada uma das mais perigosas do Brasil para quem dirige. Isso vai muito além dos limites de Santa Catarina; é uma questão que precisa de atenção nacional.
Olhando para tudo isso, é frustrante ver tanto discurso vazio e poucas ações concretas por parte dos nossos representantes. Muitos se perdem em politicagem, enquanto vidas continuam em risco. É preciso deixar as promessas de lado e focar em soluções reais, porque vidas estão sendo perdidas na espera de um plano que realmente funcione.



