Alerta emergencial em SC: entenda a situação atual
Após acionar milhões de celulares com um alerta emergencial na manhã deste domingo (1º), Santa Catarina finalizou o maior simulado de preparação para desastres do Brasil. A ação envolveu 294 municípios e foi coordenada pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, colocando o estado em estado de alerta por um dia inteiro.
O movimento teve início às 8h, quando os municípios começaram a enviar as primeiras ocorrências simuladas. Por volta das 9h20, um alerta emergencial foi enviado via tecnologia Cell Broadcast, alcançando celulares conectados às redes 4G e 5G em todo o estado. A mensagem rapidamente gerou repercussão nas redes sociais, fazendo parte de um teste para melhorar os sistemas de comunicação em massa, fundamental para casos reais de risco.
A Defesa Civil de Santa Catarina explicou que o objetivo era validar os fluxos de informação, o tempo de resposta e a integração entre os municípios e o governo estadual.
Alerta emergencial disparado em toda SC
O simulado foi uma oportunidade para testar e aperfeiçoar os protocolos de resposta a desastres. O secretário Mário Hildebrandt ressaltou que a ação cumpriu seus objetivos ao reforçar a articulação entre o estado e os municípios em situações complexas. Com o encerramento às 17h, agora começa o trabalho de consolidar os dados coletados em um relatório que irá reunir aprendizados e sugestões de melhorias para futuros planos de contingência.
E já tem data marcada para a próxima edição do Simulado Geral de Gestão de Desastres: será em 7 de março de 2027. A expectativa é aumentar ainda mais a participação e tornar Santa Catarina um exemplo na preparação para eventos extremos.
Decisões em tempo real durante o simulado
Ao longo do dia, foram simulados deslizamentos, enchentes e até rompimentos fictícios de barragens. No Alto Vale do Itajaí, aconteceu o teste de fechamento das comportas das barragens, visando conter cheias. As ocorrências foram registradas em tempo real, com movimentação de equipes e reuniões estratégicas, envolvendo Grupos de Ações Coordenadas, Corpo de Bombeiros, polícias e secretarias municipais.
Além deles, representantes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres e da Agência Brasileira de Inteligência acompanharam o exercício, que teve uma ampla participação de diversas instituições do sistema estadual de proteção civil.
Cidades se adaptam às suas realidades locais
Cada município pode adaptar suas simulações conforme os riscos identificados na região. Em Morro da Fumaça, por exemplo, houve protocolos voltados à proteção de animais de estimação. Planalto Alegre simulou danos causados por granizo, enquanto Barra Velha e Maravilha trabalharam com situações envolvendo produtos perigosos.
São José do Cerrito focou na abertura e gerenciamento de abrigos temporários para famílias que precisassem deixar suas casas, e Tubarão simulou um soterramento em área de difícil acesso, envolvendo operações de salvamento em altura.
Esses exercícios são essenciais para aperfeiçoar a capacidade de resposta das equipes em situações de emergência. Afinal, estar preparado para o inesperado é o melhor caminho para garantir a segurança da população.



