A análise da derrota do Figueirense para o Marcílio
Numa sexta-feira 13 de Carnaval, o Figueirense enfrentou uma verdadeira encrenca. A derrota por 1 a 0 para o Marcílio Dias, em Itajaí, deixou os torcedores com um balde de água fria e uma pontinha de desconfiança sobre o futuro do time na competição. O jogo foi mais uma prova de dificuldade no ataque, com uma atuação que se mostrou previsível e sem criatividade. A equipe parecia mais preocupada em tocar a bola do que em realmente desafiar o adversário.
No aspecto tático, o esquema utilizado foi uma repetição do que vimos em jogos anteriores. Com três zagueiros — Bacelar, Felipe Santiago e Jhonnathan — o time apostou em Jean Mangabeira para organizar a saída de bola, posicionando-se entre eles. Léo Maia e Wesley ocupariam as laterais. No meio, Rafinha Potiguar, Arthur Henrique e Igor Bolt se movimentavam, enquanto Felipe Augusto e Kayke estavam na frente. Teoricamente, essa estrutura poderia oferecer variações e um jogo mais dinâmico. Contudo, na prática, a equipe estava travada, sem conseguir acelerar as jogadas ou se infiltrar na defesa do Marcílio.
Os números do jogo comprovam essa atuação apática: 63% de posse de bola, mas apenas nove finalizações, das quais somente duas foram no alvo. Isso se reflete numa posse “vazia”, onde a equipe não se arriscou nas jogadas longas e teve dificuldade em criar oportunidades reais de gol. Igor Bolt teve uma chance clara, mas não conseguiu concluir da melhor forma, e Felipe Augusto teve outra oportunidade que também não foi aproveitada. Enquanto isso, o Marcílio testou a defesa do Figueirense dez vezes e, em duas delas, fez o que era necessário: marcou o gol da vitória.
O jogo trouxe à tona um cenário complicado para o Figueirense. Apesar de ser um embate entre equipes limitadas, o Marcílio se mostrou mais objetivo e soube segurar o resultado. Com apenas uma vitória até agora e um saldo negativo, o time começa a ver o rival abrir vantagem. Para o torcedor, essa realidade é preocupante.
Próximo jogo do Figueirense contra o Marcílio será decisivo na luta pela permanência
Agora, a expectativa se volta para o próximo encontro entre Figueirense e Marcílio, que acontecerá no Scarpelli na próxima sexta-feira (20). Para os alvinegros, vencer é praticamente uma questão de sobrevivência; caso contrário, a queda para a segunda divisão ficará ainda mais próxima. Mesmo que consigam a vitória, ainda precisarão de uma combinação de resultados favoráveis, e o desempenho até aqui não dá muita segurança.
A crise do Figueirense vai além do que se vê em campo. O elenco envelhecido, a volta de jogadores de lesão e a ausência de peças-chave, como Silvinho e Raynan, pesam bastante. Jorginho também ficou fora da última partida, e há relatos de salários de imagem atrasados. Não se trata apenas de mudar o esquema tático ou trocar o treinador. A situação reflete uma gestão deficiente no futebol, sem direção clara. Quando a estrutura não suporta, o resultado aparece logo no gramado. O Figueirense vive um momento delicado no Catarinense, o que gera muita apreensão entre os torcedores sobre o que está por vir.



