Incursio investiga grupo que usa manifestações para crime em Itajaí
Na manhã desta quinta-feira, 27 de outubro, as Polícias Civil e Militar deram início à Operação Incursio. O foco? Cumprir sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Itajaí, Navegantes e Florianópolis. Essa ação tem como alvo um grupo suspeito de usar o direito de manifestação como uma fachada para atividades ilegais.
De acordo com as investigações, esse grupo se envolveu em diversas ações irregulares ao longo de 2025. Essas ações teriam ultrapassado os limites da liberdade de expressão, resultando em invasões, distúrbios e até no uso de crianças em confrontos. Um assunto bastante sério, não é mesmo?
Alguns episódios destacados pela polícia incluem:
– Em abril de 2025, o grupo entrou em um estabelecimento particular, alegando que era uma manifestação. Mesmo com o pedido para sair, eles continuaram, causando perturbação no trabalho dos funcionários.
– Em maio, houve uma invasão em um supermercado, onde exigiram a doação de cestas básicas, utilizando crianças como forma de dificultar a ação policial.
– Já em agosto, tentaram impedir um evento na UNIVALI que reunia várias autoridades. Esse ato gerou agressões a seguranças e acabou precisando da intervenção da polícia para controlar a situação.
– No dia 7 de setembro, invadiram um prédio em construção no bairro Ressacada, o que configura violação de propriedade privada, mais uma vez com a presença de menores.
As corporações afirmam que essa atuação conjunta busca coibir práticas que vão além do protesto pacífico. Para eles, “um protesto perde sua legitimidade constitucional quando envolve invasão ou ocupação de propriedades, uso de violência ou interrompe atividades essenciais, especialmente quando envolve pessoas vulneráveis.”
Com as evidências em mãos, a Polícia Civil pediu ao Poder Judiciário a liberação dos mandados, que foram autorizados. A operação, conforme destacam as autoridades, reforça o compromisso em manter a ordem pública e responsabilizar quem transforma manifestações em atos de crime.
Esses acontecimentos levantam reflexões sobre o uso da liberdade de expressão e suas consequências. Em Santa Catarina, questões como essa sempre geram debates acalorados nas comunidades.



