Itajaí e Região

Polícia realiza operação em sede de partido político

Na manhã desta quinta-feira (27), Florianópolis foi palco de uma ação policial significativa. A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e a Polícia Civil (PCSC) cumpriram sete mandados de busca e apreensão na sede do partido Unidade Popular (UP), localizada no Centro da cidade, e em Itajaí.

Essa operação, chamada de Incursio, investiga pessoas que, segundo a polícia, teriam ultrapassado os limites legais durante manifestações. O objetivo é coibir atos que se desviam do conceito de protesto pacífico.

Motivos da operação

De acordo com documentos da PM, em 2025, houve pelo menos quatro ações irregulares associadas ao partido. Um dos incidentes ocorreu em abril, quando manifestantes entraram em um estabelecimento privado. Embora tenham sido convidados a sair, não cumpriram essa solicitação.

Outro episódio, em maio, envolveu a invasão de um atacadista, onde o grupo exigiu doações de cestas básicas, atrapalhando as atividades normais do local. A situação foi ainda mais complicada pelo uso de crianças, que foram levadas para impedir a ação da polícia.

Além disso, tentaram interromper um evento com a presença de políticos, como a deputada estadual Ana Campagnolo e o deputado federal Nikolas Ferreira. Também houve uma invasão em um prédio em construção em Itajaí, onde a polícia notou a presença de crianças novamente.

A reação do Unidade Popular

Em entrevista, a presidente estadual do UP, Júlia Andrade, declarou que a atuação da polícia é uma forma de perseguição política aos movimentos sociais. Segundo ela, a ação tem como alvo aqueles que buscam melhorias para a sociedade. Andrade reafirmou que o partido permanece firme em seu apoio às causas populares.

Posicionamento da Polícia Militar

A Polícia Militar, por sua vez, enfatiza que atua de maneira rigorosa quando as manifestações saem do controle. Para a PM, um protesto perde sua legitimidade quando envolve ações violentas, invasões ou ameaça à segurança das pessoas. A ideia é garantir que os direitos de manifestação sejam respeitados, mas dentro dos limites da lei.

Rodrigo Peronti

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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