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Caminhoneiros de SC criticam lentidão nas novas regras de frete

Após um tempo de expectativa, os caminhoneiros autônomos de Santa Catarina decidiram, por enquanto, não aderir a uma paralisação que estava prevista. Mas a negociação em Brasília ainda gera muito debate. A Associação Nacional do Transporte de Cargas (ANTC) se manifestou, dizendo que a Medida Provisória (MP) 1.343, que trata das novas regras para o frete, precisa de mais atenção.

Os caminhoneiros estão preocupados com a forma como o governo está lidando com as mudanças. Eles acreditam que o melhor seria discutir tudo isso por meio de um projeto de lei, onde as partes interessadas, como os próprios caminhoneiros e os contratantes de frete, teriam mais voz. A MP está sendo apressada para votação no Senado, com um prazo que se aproxima rapidamente, já que precisa ser aprovada até quinta-feira (16).

Entre as novas regras propostas, destaca-se um aumento na fiscalização do piso mínimo do frete e punições mais rígidas para aquelas empresas que não seguirem a tabela da ANTT. As lideranças dos caminhoneiros de SC, embora tenham decidido não parar, deixaram claro que isso pode mudar dependendo do que acontecer em Brasília. Eles seguem mobilizados e atentos a qualquer movimentação que possam gerar novos desdobramentos.

Na opinião da ANTC, a pressa em aprovar a MP pode prejudicar discussões importantes sobre os impactos que essas mudanças podem ter sobre a categoria. Para eles, é essencial que o debate aconteça de forma clara e aberta. A entidade argumenta que a urgência não pode ser um pretexto para deixar de lado um planejamento cuidadoso.

Além disso, a ANTC destoa o uso de medidas provisórias, afirmando que esse tipo de abordagem traz insegurança jurídica. Isso porque a natureza provisória exige a aprovação do Congresso para se tornar válida, gerando incertezas sobre a sua permanência. E, dessa forma, o debate e a participação dos setores afetados podem ficar comprometidos.

Eles também levantaram a preocupação sobre o que chamam de “jabuti legislativo”, que é quando temas complexos são incluídos em discussões que estão correndo rápido e sem a devida análise. Para a ANTC, isso passa longe de ser o ideal em um processo legislativo que deveria ser transparente.

No fim das contas, o cenário é de muita mobilização e expectativa. O que pode acontecer nos próximos dias será fundamental para o futuro das regras de frete e, claro, para os trabalhadores que dependem desse setor.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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