Itapema

Itapema se destaca com o metro quadrado mais caro do Brasil

A cidade de Itapema, situada no Litoral Norte de Santa Catarina, está celebrando uma conquista interessante: ela agora tem o metro quadrado residencial mais caro do Brasil. Um recente levantamento do Índice FipeZap, divulgado em julho, revelou que o preço médio em Itapema alcançou R$ 15.327 por metro quadrado. Isso é um pequeno salto em relação a Balneário Camboriú, que ficou em segundo lugar com R$ 15.228/m².

Esse cenário faz com que Santa Catarina continue como o centro do mercado imobiliário mais valorizado do país. Quatro das cinco primeiras cidades no ranking de preços mais altos estão aqui. Além de Itapema e Balneário Camboriú, Itajaí marca presença na quinta posição com R$ 13.263/m², enquanto Florianópolis ocupa o quarto lugar, com R$ 13.365/m². A única cidade de fora do estado nesse grupo é Vitória, no Espírito Santo, que está em terceiro lugar com R$ 15.210/m².

O especialista Bruno Cassola explica que Balneário Camboriú, Itapema e Itajaí chegaram a patamares de preços semelhantes, mas cada uma percorreu um caminho diferente para chegar lá. Ele comenta que, por muito tempo, Itapema foi vista como a opção mais acessível em comparação a Balneário Camboriú. No entanto, com o aumento dos lançamentos e a recente valorização, as diferenças de preço passaram a depender mais do estilo de vida, localização e perfil dos imóveis.

Itapema se destaca no mercado imobiliário

Cassola observa que Balneário Camboriú mantém seus preços elevados devido à escassez de terrenos disponíveis e à concentração de imóveis de alto padrão em áreas já consolidadas. Em contrapartida, Itapema tem mais espaço para construção, com diversos terrenos e novos empreendimentos surgindo por lá. Essa oferta diversificada ajudou Itapema a liderar o valor do metro quadrado, embora isso possa resultar em uma trajetória de valorização diferente da de Balneário Camboriú nos próximos anos.

Sobre Itajaí, Cassola comenta que o município apresenta mercados distintos. Regiões como a Praia Brava e o bairro Fazenda têm preços e potencial de valorização que se aproximam dos de Balneário Camboriú. Já outras áreas de Itajaí atendem a um público de renda mais média. A Praia Brava, por exemplo, está atraindo compradores que desejam a proximidade com o estilo de vida de Balneário Camboriú, mas buscam um ambiente mais residencial e um contato maior com a natureza.

Os dados do FipeZap também indicam que o mercado imobiliário residencial valorizou, em média, 0,45% em junho. No acumulado de 2026, essa alta é de 2,42%, e nos últimos 12 meses, 5,59%. Esse aumento supera a inflação de 4,90% registrada no mesmo período.

Cassola aponta que houve uma desaceleração no ritmo de valorização em 2026, impactada por fatores como os juros altos, o período eleitoral e a maior cautela dos investidores. Entretanto, ele destaca que os custos de construção continuam a crescer, e boa parte desse aumento ainda não foi repassada aos preços dos imóveis.

Essa situação pode ser uma oportunidade para os compradores que têm recursos disponíveis, já que os preços de lançamentos tendem a subir nos próximos meses. Com a expectativa de uma diminuição gradual dos juros, o mercado imobiliário pode começar a se recuperar, trazendo novos negócios à tona.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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