Filho é condenado por matar mãe e padrasto em SC por herança
O Tribunal do Júri de Itajaí, em Santa Catarina, condenou Walter Alexandre Gonçalves, de 25 anos, e seu cunhado, de 20 anos, pelos crimes de homicídio de sua mãe e do padrasto. O caso chocou a comunidade, já que as vítimas foram assassinadas em novembro de 2024, em um ato que envolveu bastante planejamento e um cruel simulacro de assalto.
O crime aconteceu na noite de 23 de novembro, quando Walter e seu cunhado invadiram a casa do casal. Eles se esconderam por mais de duas horas, esperando a chegada das vítimas. Assim que o casal retornou, ambos foram mortos por asfixia. Após isso, celulares e alianças foram levados para alterar a cena do crime, simulando um assalto. É alarmante saber que Walter teria até prometido R$ 10 mil ao cunhado para que ele o ajudasse na execução dos homicídios.
Sentença contundente
Durante o julgamento, que reuniu testemunhas e a defesa dos réus, o Ministério Público, representado pela promotora Marina Tambeira e pelo promotor Fabrício Nunes, argumentou que Walter agiu de forma premeditada, evidenciando a motivação financeira por trás do crime. O Conselho de Sentença acolheu as alegações do MPSC e condenou Walter a uma pena de 61 anos e 10 meses de reclusão por homicídio qualificado e feminicídio majorado. Já o cunhado dele recebeu uma pena de 44 anos e 4 meses, junto com seis meses de detenção e 20 dias de multa, também em regime fechado.
Em suas declarações, a promotora Marina enfatizou a importância de trazer uma resposta da justiça diante da gravidade do ocorrido. Ela destacou que o trabalho do Ministério Público é assegurar que os responsáveis sejam penalizados conforme a lei. O promotor Fabrício, por sua vez, ressaltou o conjunto robusto de provas que sustentou a acusação.
A dor de uma família
Esse crime não é apenas uma tragédia familiar; ele mostra até onde algumas pessoas podem ir por causa de dinheiro. Moradores de Itajaí ficam perplexos ao pensar que esse nível de planejamento e traição ocorreu em sua própria comunidade. Em um lugar onde muitos se conhecem, histórias como essa deixam marcas profundas e questionamentos sobre relacionamentos familiares.
Walter e seu cunhado já estavam presos desde o início do processo, e a Justiça agora manteve essa prisão, negando o direito de recorrer em liberdade. Uma consequência que reflete a seriedade das ações deles e o impacto que isso gerou nas vidas de tantas pessoas.
Casos como esse nos lembram que, muitas vezes, as relações familiares podem esconder perigos e conflitos profundos. O luto que uma família enfrenta depois de tanta dor é algo que não se apaga facilmente.



