Itajaí e Região

Homem ataca mulher e tenta atear fogo em seu corpo

Uma mulher trans, Agatha Miranda, viveu momentos de terror após ser agredida pelo ex-marido em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O ataque aconteceu no dia 21 de maio, quando, segundo ela, o homem a espancou, pisoteou e até tentou atear fogo em seu corpo. A ação foi tão brutal que, após a agressão, Agatha chamou a Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante, mas liberado no mesmo dia, deixando-a ainda mais vulnerável.

Na delegacia, Agatha relatou que não encontrou o apoio que precisava. Segundo ela, ficou aproximadamente cinco horas por lá, mas foi atendida por apenas sete minutos. Durante esse tempo, sentiu-se ridicularizada e ignorada pelos policiais. “O preconceito era claro. Eu só chorava enquanto pessoas passavam por mim, e me sentia rebaixada, como se não valesse nada”, desabafou em um vídeo nas redes sociais.

### Preconceito na Delegacia

Agatha também contou que, ao ser atendida por uma delegada, percebeu a mesma atmosfera de preconceito. Ela conseguiu apenas uma medida protetiva para tentar se afastar do ex-companheiro, mas sentiu que isso não era suficiente. “Eu notei o desprezo nos olhos dela. Já passei por isso várias vezes e é triste ver essa atitude”, completou.

Além disso, a mulher não foi submetida a um exame de corpo de delito e não foi informada de que o ex-marido tinha sido liberado naquele mesmo dia. Com isso, o medo se instalou em sua vida. “Ele tentou me saquear e teve intenções ainda mais graves. Eu escapei, mas sei que a situação é muito séria”, confirmou.

### Áudio das Ameaças

Agatha gravou um áudio em que o ex-marido a ameaça. No começo, ele não diz nada, mas depois começa a proferir ameaças, afirmando que iria pisar nela e até colocar fogo. Os barulhos ao fundo também deixam clara a tensão do momento, e em um dado momento, ele toma o celular dela sem consentimento.

Após todos esses acontecimentos, a reportagem tentou contato com a Polícia Civil para obter um posicionamento sobre o caso, mas até o fechamento da matéria não houve retorno. O espaço continua aberto para que eles se manifestem.

Essas situações de violência e preconceito são alarmantes e nos mostram a importância de escutarmos e apoiarmos as vítimas.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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