Itajaí e Região

Moradores em SC tentam salvar bens após prédio afundar

A Defesa Civil de Itajaí, aqui no Litoral Norte de Santa Catarina, deu um prazo de 10 dias para os moradores do Edifício Irajá, que fica no Centro da cidade, retirarem os seus pertences. Isso aconteceu depois que parte do prédio afundou na noite de quarta-feira (15), fazendo com que o imóvel fosse interditado e classificado como colapsado, com risco de queda.

A retirada dos itens vai acontecer de um jeito controlado, seguindo um cronograma que visa a segurança de todos. No início, os moradores podem pegar coisas menores, como documentos, roupas e objetos pessoais. Depois, numa segunda fase, será possível retirar móveis e outros itens maiores, com o auxílio de caminhões de mudança.

A situação não é nada fácil após o acontecido no Centro de Itajaí. Depois de uma nova vistoria realizada na segunda-feira (20), que contou com engenheiros e a Defesa Civil, ficou evidente que a estrutura do prédio foi escorada. Essa medida foi essencial para que os moradores pudessem acessar suas casas com segurança.

O relatório técnico preliminar mostra que o edifício está em situação crítica, com inclinação e afundamento do piso térreo, além de danos sérios em partes estruturais. Muitas dessas questões podem ter sido causadas por problemas nas fundações, que podem ter se deteriorado com o tempo, além de mudanças no solo ao redor. Embora não tenham sido observadas movimentações recentes, os especialistas alertam que a estabilidade do prédio não está garantida.

Ainda há um prazo definido para que o edifício seja esvaziado completamente. Depois disso, um laudo técnico vai determinar se o prédio será demolido ou se há chance de recuperação, mas essa última opção já é considerada pouco provável devido aos altos custos envolvidos.

O Edifício Irajá, construído em 1975, era lar de cerca de 65 moradores e tinha 16 apartamentos. No momento do incidente, parte da estrutura cedeu, afundando aproximadamente 30 centímetros, o que gerou bastante pânico e evacuou todos rapidamente.

Durante essa evacuação, pelo menos três pessoas se feriram, incluindo uma mulher idosa de 78 anos que sofreu uma fratura na perna após ser atingida por parte da estrutura. Muitos moradores saíram sem conseguir levar nada e agora dependem da liberação para recuperar itens básicos.

A área em volta do prédio continua interditada e sob monitoramento constante. As autoridades estão atentas e devem trazer novas atualizações assim que os laudos técnicos forem concluídos.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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