Itapema

Policiais presos por propina no caso ‘Lobo do Batel’ são soltos

A Justiça decidiu soltar recentemente dois policiais militares que estavam sendo investigados por extorsão, no caso que envolve o estelionatário José Oswaldo Dell’Agnolo, conhecido como “Lobo do Batel”. Essa situação chamou atenção em todo o Brasil, especialmente devido às alegações de conduta inadequada durante a execução de um mandado de prisão em Itapema.

A defesa de um dos policiais, o cabo Bruno Czerwonka, obteve a revogação da prisão preventiva em uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana passada. O advogado Guilherme Belens destacou que não havia justificativa suficiente para manter a prisão do cabo.

Liberdade para o segundo policial

O outro policial envolvido, Milton Prestes dos Santos Junior, também ganhou liberdade dois dias depois. A defesa conseguiu esse resultado ao solicitar que a decisão da soltura de Czerwonka fosse estendida a ele, já que a situação dos dois era semelhante, segundo os advogados. Essa solicitação foi aceita pelo ministro relator, que determinou a liberação de Milton.

Acusação baseada apenas em uma versão

A defesa de Czerwonka alega que a prisão dele se baseou, em grande parte, apenas na palavra de José, sem provas concretas apoiando as acusações. Eles afirmam que, mesmo com investigações em andamento, não foram encontrados elementos adicionais que corroborassem a alegação. O advogado ressaltou que a investigação ainda está em sigilo.

Processo em liberdade

Agora, os policiais vão responder ao processo em liberdade. Eles mantêm a afirmação de que são inocentes e mostram-se colaborativos durante as investigações, que estão nos momentos finais. O advogado de Bruno enfatizou o comprometimento do cliente com a verdade dos fatos.

O que aconteceu com o ‘Lobo do Batel’

O caso do “Lobo do Batel” se tornou conhecido quando uma reportagem revelou que os policiais teriam visitado um hotel onde ele estava hospedado e, em vez de prender, supostamente sugeriram um acordo financeiro para não cumprirem a ordem de prisão. José, em depoimento, chegou a mencionar que os policiais teriam questionado “quanto vale a sua liberdade?”, e que ele respondeu com a oferta de R$ 500 mil, que segundo ele, teria sido aceita.

Após a negociação, os policiais deixaram o hotel sem realizar a prisão, que só aconteceu horas depois, com uma outra equipe.

Grande quantia apreendida

Na operação, a polícia apreendeu R$ 5 milhões em dólares, além de outros bens, mas a quantia que teria sido negociada na oferta de propina não foi encontrada. A investigação também investiga a possibilidade de que parte desse dinheiro tenha sido escondida.

Enquanto isso, a Polícia Federal investiga José Oswaldo por um esquema que teria gerado prejuízos em torno de R$ 1 bilhão. Ele operava, segundo as apurações, através de empresas que atuavam sem autorização, como “The Boss” e “Futuree Bank”.

A reportagem tentou contato com a Polícia Militar de Itapema para saber sobre os desdobramentos do caso, mas ainda não obteve resposta.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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