Fragata Tamandaré da Marinha e sua resposta a ataques surpresa
Com previsão de entrega para a Marinha do Brasil no início de 2027, a Fragata Tamandaré (F200) está em fase de testes no mar, depois de anos de construção em Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Esse navio é a primeira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré e foi desenvolvido pelo estaleiro Thyssenkrupp Brasil.
Projetada para enfrentar diferentes tipos de ameaças, a fragata atua em cenários com riscos aéreos, de superfície e submarinos, incluindo situações em que um ataque surpresa acontece. Mas você já parou para pensar como ela vai realmente reagir se um míssil inimigo se aproximar?
Reação a Ataques Surpresa
Detecção e Resposta Rápida
Tudo começa com um radar avançado, o Hensoldt TRS-4D Rotator, que monitora o espaço aéreo e a superfície marítima. Ele é capaz de rastrear até mil alvos ao mesmo tempo. Ao detectar uma ameaça, o sistema calcula a trajetória e a velocidade do objeto em questão.
Logo em seguida, entra em ação o radar de controle de tiro Thales STIR 1.2, que garante precisão nos ataques. Os sensores optrônicos Safran Paseo XLR têm um papel crucial: eles conseguem confirmar a ameaça sem emitir sinais, o que é super importante em ambientes de guerra eletrônica. E isso tudo acontece em questão de segundos!
Lançamento Vertical em 360 Graus
Se a fragata confirmar que está sob ataque, ela pode utilizar o sistema de defesa aérea Sea Ceptor, que lança mísseis CAMM verticalmente. Isso permite que a fragata reaja em qualquer direção, sem precisar manobrar. Essa estratégia é essencial para lidar com ameaças que podem vir de diferentes direções ao mesmo tempo.
Caso um ataque consiga superar essa defesa inicial, o canhão Leonardo 76/62 Super Rapid, montado na parte da frente, entra em ação. Com uma cadência impressionante de até 120 disparos por minuto e um alcance de aproximadamente 16 quilômetros, ele é uma ferramenta poderosa para a proteção do navio. Para ameaças ainda mais próximas, como mísseis e drones, a solução será o sistema Rheinmetall Sea Snake, que atua com metralhadoras FN Herstal Sea Defender de 12,7 mm.
Estratégias de Guerra Eletrônica
A F200 também é equipada para lidar com a guerra eletrônica. O sistema de despistamento Terma C-Guard pode lançar iscas em todas as direções, confundindo dispositivos guiados por rádio ou infravermelho. Complementando isso, o sistema nacional MAGE MB Omnisys Defensor MK3 ajuda a identificar quaisquer sinais adversários e a entender melhor a ameaça.
A lógica aqui é simples: detectar, classificar, engajar e, se necessário, desorientar o ataque. Com tantas camadas de defesa, a fragata está bastante preparada para situações complexas.
Uma Nova Geração de Fragatas
A Fragata Tamandaré (F200) é apenas a primeira de quatro navios dessa nova geração na Marinha do Brasil. O programa inclui também a Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201), a Fragata Cunha Moreira (F202) e a Fragata Mariz e Barros (F203).
Além de proteger o espaço aéreo, essas embarcações têm capacidade de atacar navios inimigos usando o sistema ITL 70A, que pode lançar mísseis Exocet MM40. Elas também estão preparadas para a guerra antissubmarina com torpedos MK46 e MK54.
Para missões aéreas, a fragata pode operar o helicóptero SH-16 Seahawk, que é equipado com sensores e armamentos de ponta. Outro elemento interessante é o VANT ScanEagle, usado para inteligência e vigilância.
Esse programa não é só uma atualização tecnológica; ele faz parte de um movimento maior para o fortalecimento da indústria naval no Brasil. Com a primeira unidade prestes a ser incorporada em 2027, a Classe Tamandaré representa um marco na modernização das forças navais brasileiras, focando na capacidade de resposta rápida e em defesa em múltiplas camadas.



