Vizinho é flagrado ao pegar dinheiro de mala jogada em SC
Um vizinho foi flagrado pegando dinheiro que foi jogado pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú. Essa cena inusitada aconteceu durante uma operação da Polícia Federal na manhã de quarta-feira (11) e resultou na recuperação de todo o valor.
Esse episódio fez parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga possíveis crimes financeiros envolvendo o Banco Master. Assim que os agentes da PF chegaram ao local para cumprir mandados de busca e apreensão, uma mala com dinheiro em espécie foi lançada pela janela do imóvel.
O volume de cédulas era tão grande que algumas notas acabaram espalhadas pela área externa do prédio. Durante essa movimentação, o vizinho, curioso, foi flagrado recolhendo algumas das notas que caíram no chão. Mas, em questão de minutos, o dinheiro foi recuperado pela ação da polícia.
De acordo com a Polícia Federal, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados aos investigados, tanto em Itapema quanto em Balneário Camboriú. As ordens judiciais vieram da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, devido a indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
Além da mala com o dinheiro, os policiais também apreenderam dois smartphones durante a ação. E, para deixar a situação ainda mais impressionante, dois veículos de luxo, uma BMW X6 e uma Porsche Macan, foram recolhidos e levados para a Delegacia da PF em Itajaí.
Investigação envolve o Banco Master
A Operação Barco de Papel investiga crimes financeiros ligados à gestão de recursos da RioPrevidência. As investigações analisam possíveis irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, que recentemente foi liquidado pelo Banco Central.
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões nessa instituição financeira. Segundo a PF, essa terceira fase da operação visa localizar e recuperar bens e valores que teriam sido retirados do imóvel do principal alvo da investigação, que começou em 23 de janeiro.



