Motorista de Porsche é acusada de matar empresária em SC
A motorista de um Porsche envolvida em um trágico acidente em Balneário Camboriú, que resultou na morte da empresária Aline Cristina Dalmolin, de 41 anos, agora enfrenta sérias acusações. O Ministério Público de Santa Catarina anunciou que Gisele Piccoli Forneroli, de 58 anos, foi denunciada por conduzir o veículo sob forte influência de álcool, com uma taxa de 0,97 miligrama por litro de ar expelido, bem acima do permitido.
O acidente ocorreu em um trecho urbano, onde Gisele, mesmo em estado de embriaguez, estava em alta velocidade. O veículo perdeu o controle, capotou e percorreu cerca de 73 metros antes de colidir com postes e um muro. Infelizmente, Aline sofreu ferimentos tão graves que não resistiu devido ao politraumatismo. As investigações descartaram falhas mecânicas no carro, apontando que o desrespeito às normas de trânsito, combinado com a ingestão de álcool, foi a causa principal da tragédia.
Depois da batida, Gisele foi encontrada escondida em uma área de mangue perto do rio Camboriú. De acordo com o Ministério Público, ela teria deixado o local do acidente para evitar as responsabilidades que lhe cabiam.
Acusação e Responsabilização
As acusações contra Gisele incluem embriaguez ao volante, homicídio doloso com dolo eventual — isso é, quando alguém assume o risco de causar um resultado fatal — e fuga do local do acidente. A promotora de Justiça Roberta Trentini Machado Gonçalves enfatiza que não se deve tratar situações de imprudência no trânsito como simples acidentes, mas sim como graves violações do direito à vida.
O MPSC pede que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri e sugere que seja determinada uma indenização mínima de R$ 100 mil à família de Aline.
Aline e Seu Legado
Aline Dalmolin era um nome bastante respeitado no cenário empresarial local. Com mais de 20 anos de experiência, ocupava o cargo de diretora e era filha de um dos cofundadores do Centro Empresarial, Esportivo, de Eventos e Lazer (Celd). Ela também era conhecida nas redes sociais, onde oferecia mentorias e cursos sobre liderança e comunicação.
Detalhes do Acidente
O acidente aconteceu por volta das 3h da manhã do dia 16 de dezembro, numa área nobre da cidade. O Porsche, conduzido por Gisele, colidiu com postes e uma mureta antes de capotar. Aline, que ficou presa entre as ferragens, foi resgatada em estado crítico, apresentando ferimentos severos, incluindo traumatismo cranioencefálico e uma amputação. Após ser socorrida e levada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, ela infelizmente não sobreviveu.
Testemunhas relataram que Gisele, após a batida, seguiu na direção do rio. Policiais a encontraram em uma área de mangue, totalmente desorientada e com sinais evidentes de embriaguez.
Liberdade Provisória e Defesa
Após a audiência de custódia, Gisele obteve liberdade provisória ao pagar R$ 30 mil. Embora a prisão em flagrante tenha sido homologada, o juiz considerou que não havia motivos para mantê-la presa, já que se tratava de um crime culposo e a motorista não tinha antecedentes.
Gisele permaneceu em silêncio durante o interrogatório, acompanhada por seu advogado, e soube da morte de Aline apenas após o procedimento formal. A defesa expressou desacordo com as acusações, argumentando que Gisele não assumiu intencionalmente o risco de causar o acidente e que não fugiu da cena.
O advogado dela ressaltou que a equipe confia no sistema de justiça para esclarecer os fatos conforme o processo avança.



