Itajaí e Região

conheça o armamento da ‘máquina de guerra’

A Marinha do Brasil está dando passos importantes com o Programa Fragatas Classe Tamandaré. Esse projeto reúne quatro navios incríveis: a Tamandaré (F200), a Jerônimo de Albuquerque (F201), a Cunha Moreira (F202) e a Mariz e Barros (F203). Juntas, essas embarcações representam uma nova era para os navios de guerra brasileiros.

O grande diferencial desse programa é a capacidade de combate e a versatilidade das fragatas. Elas foram desenvolvidas para lidar com ameaças no ar, na água e até embaixo da superfície, funcionam como verdadeiras “máquinas de guerra” para os desafios atuais.

Conheça o arsenal da Fragata Tamandaré

As armas da Fragata Tamandaré são impressionantes. Tudo começa na parte da frente, com o canhão Leonardo 76/62 mm Super Rapid. Ele é compacto e versátil, tornando-se uma ótima opção para atacar mísseis, aviões e alvos em terra. Além disso, tem uma cadência de até 120 disparos por minuto e um alcance de até 16 quilômetros.

Rheinmetall Sea Snake de 30 mm

Para proteção mais próxima, conta com o sistema Rheinmetall Sea Snake de 30 mm. Esse sistema é ideal para lidar com ameaças rápidas, como embarcações e drones. Funciona remotamente, utilizando sensores térmicos e de telemetria.

FN Herstal Sea Defender de 12,7 mm

Outro complemento para a defesa são as metralhadoras FN Herstal Sea Defender de 12,7 mm. Elas também são operadas à distância e vêm com estabilização e visão noturna, garantindo uma cobertura ainda mais ampla.

Sistema Sea Ceptor

No que toca à defesa aérea, as fragatas utilizam o sistema Sea Ceptor, equipado com mísseis CAMM. Esse sistema permite lançar os mísseis verticalmente, sem que o navio precise manobrar muito, o que aumenta a rapidez de resposta.

Sistema ITL 70A

Para combate antinavio, a fragata está equipada com o sistema ITL 70A, que pode lançar tanto o Exocet MM40 quanto o MANSUP, um míssil desenvolvido aqui no Brasil.

Sistema de lançamento de torpedos SEA TLS-TT

Dependendo da missão, cada fragata também possui o sistema de lançamento de torpedos SEA TLS-TT. Isso inclui dois lançadores triplos que podem usar torpedos MK46 ou MK54.

Sistema de contramedidas Terma C-Guard

A segurança das fragatas é reforçada com o sistema Terma C-Guard. Este sistema lança iscas em todas as direções, ajudando a enganar mísseis e torpedos inimigos.

Radar Thales STIR 1.2

Os “olhos” da fragata são os sensores e sistemas de direcionamento de tiro. O radar Thales STIR 1.2 controla as armas e mísseis de defesa aérea com acompanhamento visual, seja por TV ou IR.

Alças optrônicas Safran Paseo XLR

As alças optrônicas Safran Paseo XLR permitem observar o ambiente, tanto de dia quanto à noite, sem emitir qualquer sinal. Elas são essenciais para controlar o canhão de 76 mm, especialmente contra ameaças rápidas.

Radar volumétrico Hensoldt TRS-4D Rotator

Já o radar volumétrico Hensoldt TRS-4D Rotator tem a capacidade de detectar e acompanhar até mil alvos ao mesmo tempo, tanto no mar quanto no ar. Na luta contra submarinos, o sonar Atlas Elektronik ASO 713 atua ativamente para identificar e classificar ameaças.

MAGE MB Omnisys Defensor MK3

O sistema de guerra eletrônica MAGE MB Omnisys Defensor MK3 é outro destaque. Ele identifica emissões de radares adversários, ajudando os militares a entenderem melhor o inimigo.

Helicóptero SH-16 Seahawk

E não para por aí! As fragatas operam também o helicóptero SH-16 Seahawk. Ele vem equipado com sonar, radar e armas como torpedos e mísseis, além do VANT ScanEagle, que é usado para missões de inteligência e monitoramento.

O Programa Fragatas Classe Tamandaré

Esse programa está alinhado com o Novo PAC do Governo Federal e a política industrial “Nova Indústria Brasil”. A ideia é apostar na inovação e no conteúdo local nas construções, o que impulsiona setores de alta tecnologia no país.

As embarcações estão sendo fabricadas no Brasil, com o auxílio de tecnologias como os “gêmeos digitais”, que são modelos virtuais que simulam o processo de montagem antes da construção real. A primeira embarcação, a Tamandaré (F200), foi lançada ao mar em agosto de 2024, com previsão de operação para o primeiro semestre de 2026.

As outras, como a Jerônimo de Albuquerque (F201) e a Cunha Moreira (F202), estão seguindo cronogramas de lançamento e testes. Assim, a Marinha do Brasil se prepara para inovar e fortalecer ainda mais suas capacidades.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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