Itajaí e Região

Família organiza velório de adolescente assassinada pelo pai em SC

Cerca de 14 dias após a tragédia, o corpo da adolescente Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi finalmente liberado pela polícia gaúcha. Ele deve chegar em Itajaí na noite desta sexta-feira para que a família possa realizar o velório e o sepultamento.

Isabela foi encontrada sem vida no dia 16 de janeiro em uma área de mata em Caraá, no Rio Grande do Sul, perto da casa do pai, que é suspeito do crime. A descoberta do corpo aconteceu após uma intensa busca na região, com o apoio da Polícia Civil, que logo confirmou que se tratava da jovem.

O velório vai acontecer no sábado, a partir das 8h, na capela do Colégio Salesiano, conforme informou a mãe de Isabela.

As investigações estão apontando para um caso de feminicídio e ocultação de cadáver. Segundo o delegado Roney Péricles, a maior suspeita é que Isabela foi morta em Itajaí e o corpo foi levado para o Rio Grande do Sul. Ele mencionou que o crime foi meticulosamente planejado, com o suspeito aproveitando a madrugada para agir sem ser notado pelos vizinhos.

O caso é ainda mais alarmante por conta das circunstâncias envolvendo o pai da adolescente, que já tinha um histórico conturbado. Ele havia sido condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por estupro contra a própria filha, e Isabela tinha uma medida protetiva em vigor. De acordo com o delegado, o que se indica é que toda a ação criminosa estava relacionada a uma busca por vingança pela condenação.

A situação se torna ainda mais tensa quando se considera que, inicialmente, o suspeito teria planejado prejudicar não apenas Isabela, mas também a mãe dela.

Embora o pai estivesse morando no Rio Grande do Sul, testemunhas afirmaram que ele foi visto em Itajaí no dia do desaparecimento de Isabela. Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou várias contradições nos relatos do suspeito, o que resultou na solicitação de sua prisão temporária, aceita pela Justiça.

As autoridades fizeram várias buscas, mas no momento em que chegaram na casa onde ele morava em Caraá, ele já havia fugido. Após uma troca de informações entre as forças de segurança, ele foi finalmente localizado e preso no Mato Grosso do Sul no dia 18 de dezembro.

Rodrigo Silva

Jornalista, pós-graduado em Comunicação e Semiótica, graduando em Letras. Já atuou como repórter, apresentador, editor e âncora em vários veículos de comunicação, além de trabalhar como redator e editor de conteúdo Web.

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